Heart Attack VII


Capitulo VII
Revelação aos Mortos
         No meio da noite Elizabeth começara a chorar. Acordou Jhon e Serena. Serena ligou o abajur e deparou-se com Joe a observa-la sentado no canto da cama. Os olhos do menino eram fixos e parados, sem vida ou reação humana.
¾   O que está fazendo aqui, filho? – perguntou Jhon sonolento.
         Ele não respondeu, levantou-se e ficou perto da porta. Quase arrastando-se Andrew entrou no quarto, ele estava pior naquela noite. Serena pulou da cama preocupada com o filho, logo pensou que estava ferido ou algo do tipo. Algo a parou no meio do caminho. John sem entender foi em direção da esposa, também foi parado. Elizabeth parara de repente de chorar.
         Ele está rindo... Percebera Jhon. Sua voz estava interrompida, não conseguia dizer nada nem reagir a nada. Andrew realmente estava rindo, quando levantou o rosto estava com um sorriso estranho e medonho no rosto. As janelas trincavam, mas não quebravam. A madeira rangia, parecia estar vergando por toda parte. O clima estava frio, congelante. Havia alguma coisa ali naquela noite, e não era humano.
         O casal fora arremessado na parede com tamanha força que pareceu quebrar alguns ossos. O que os manterá vivos fora a vontade do que estava ali naquela noite. Serena sentiu sair pela sua boca o sangue espesso e quente, estava agonizante e nem mesmo podia gritar ou fugir.
         Andrew sentou-se na cama e olhou para os dois na parede, estavam como duas cruzes lado a lado. Joe fechou a porta e ficou parado observando, como se aquilo fosse algo comum, algo que devesse acontecer.
¾   Você me foi útil por um bom tempo – começou a dizer a coisa que estava em Andrew, a voz entoava um grave perturbador. – não seria justo da minha parte mantê-lo por mais tempo neste jogo.
         Jhon o olhava sem entender nada do que dizia. Estava desesperado. Então a coisa liberou sua cabeça e ela pendeu até que ele tomasse equilíbrio naquela posição.
¾   O que está acontecendo aqui Andy? – disse atormentado.
¾   Eu não sou seu filho. Você já me conhece há um tempo, Jhon. Mas acredito que Serena ainda é capaz de se recordar.
         Em um movimento de mão liberou a cabeça de Serena que também pendeu. Ela tossiu.
¾   Não é nosso filho Jhon, eu posso ver atrás dessa máscara. Foi você anos atrás que me mostrou todas aquelas coisas horríveis.
¾   Chame-me de Heattack. Prosseguindo com o que eu dizia, vocês não me são úteis. Estive preso por muito tempo nesta casa, mas graças a vocês eu sou livre agora. Posso seguir meu caminho, e finalmente me livrar de todos eles.
¾   Do que você está falando, por que está fazendo isso conosco filho? – Jhon recusava-se a acreditar no que estava acontecendo.
¾   Estive com você por muito tempo, Jhon. Chamo-me Charlie. – disse Joe.

         Um turbilhão de pensamentos perpassou pela memória de Jhon. Todos aqueles momentos estranhos, todas as histórias que descobriu da família de Charlie, e agora ele o estava vendo ali na sua frente. Sim, ele lembrou dos momentos que não teve domínio do próprio corpo, das convergências de memórias.
Continua

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