Paranormal City - 2º Ep O Adeus

Cap.I Os Sinos
2º Episódio - O Adeus

Às 01h30min da madrugada, na cidade de Whichita no Kansas, um homem encapuzado vaga desnorteado pela rua principal da cidade. As mãos dele estão cobertas de sangue, a rua está completamente vazia e a neve cai devagar, aos poucos o homem vai perdendo suas forças, como se tivesse corrido quilômetros. Porque ele estava daquele jeito? De onde vinha? O mesmo cai no chão, afinal estava muito frio, provavelmente estava tendo hipotermia. O indivíduo começa a debater-se no chão, ao parar, nota-se uma expressão assustada em seu rosto, (já não está vivo) seus olhos estão fixos e de cor escurecida. Alguns segundos depois, sua boca lentamente vai abrindo-se, o que começa a sair dela, pasmem!Não era algo normal, o que poderia ser aquilo? Um líquido espesso de cor negra escorregava por sobre seu rosto. Passaram-se minutos e o liquido não parava de sair, quando enfim terminou, formou-se uma poça escura ao lado do corpo do falecido. Dali saia o que se assemelha a duas mãos, algo queria vir para este mundo, era possível perceber que um corpo cujo estava saindo. Já completamente fora daquela poça, àquela coisa tomou rumo e seguiu cambaleando.
Andando desengonçado, a criatura toma a forma humana, agora, segue um cara desconhecido e totalmente despido vagando pela madrugada em Wichita. O mesmo segue para um local afastado do centro, entra em um beco, lá havia vários mendigos, ao caminhar pisa em um dos que estavam dormindo, imediatamente o mendigo acorda, xingando o ser, ao olhar para aquele rapaz diante de si, completamente nu, toma um susto, o sem teto pergunta ao rapaz o que ele estava fazendo na rua daquele jeito com o frio que está fazendo, a criatura responde, só que com a cabeça dizendo que não, o velho mendigo questiona: não o quê? Não sabe? É isso? Novamente o rapaz responde que não com a cabeça. Intrigado o velho dá um cobertor sujo mesmo ao rapaz para que se cubra, e se pergunta por que aquele moço estaria naquele estado, os dois sentam-se em uma caixa de madeira, o velho por sua vez fala que não tem nada a oferecer para comer, e surpreendentemente o rapaz fala, diz que não está com fome, a voz do rapaz era grossa com um tom maléfico, o mendigo toma um susto com o som da voz do rapaz, porém leva na boa.
Novamente o velho lhe faz uma pergunta:
¾    Meu jovem, de onde você é? - questiona o senhor.
¾    Os sinos! Os sinos! - começa gritar o rapaz.
¾    Como assim os sinos? Do que você está falando? - intrigando o velho.
¾    Tenho que encontrar os sinos...
O velho diz ao rapaz que não há lugar para acomodá-lo, porém pode emprestar-lhe um dos pedaços de seu "colchão", o qual era formado por papelões, o jovem aceita, o mendigo curioso pergunta:
¾    Meu jovem, qual seu nome? - questiona o velho senhor.
¾    Meu nome? - responde o rapaz franzindo a testa.
¾    Sim, seu nome, todos nós temos um nome, não é?
¾    Ah... Não tenho... Espera! Górki! Isso! Górki! Este é meu nome! Bonito não acha? - o rapaz está um pouco confuso, talvez o nome seja inventando.
¾    Bonito? Acho que não, um pouco... Incomum! - diz o mendigo indignado após ouvir aquele nome esquisito.
Os dois resolvem ir dormir, no seguinte teriam muito que conversar... Na manhã seguinte, acordaram praticamente juntos, um dos mendigos que ali residia logo questionou o velho.
¾    Ué, de onde veio esse cara aí ô Kanji? - falava o mendigo que por milagre conseguia falar, afinal sua boca além de praticamente não ter um dente ainda era acometida por alguma doença que a fazia ser torta e esquisita daquele jeito.
¾    Não te interessa ô Zé pelintra! - gritava Kanji, o mendigo acolhedor.
¾    Mas credo só “prerguntei” - Zé pelintra, como era chamado, sai de fininho e vai em direção a rua.
Com a agressividade de Kanji nenhum dos demais moradores de rua ousaram fazer mais alguma pergunta, os que haviam levantado seguiram o rumo deles. Qual o motivo da atitude do velho Kanji? Kanji tinha uma calça velha na qual poderia emprestar à Górki, após emprestar percebe que aquele rapaz possuía um corpo diferente do convencional, não que Kanji esteja interessado pelo rapaz, mas seu corpo era forte, como de um soldado, era alto, olhos verdes, loiro, como lhe emprestara somente uma calça, era fácil notar seu abdômen, não havia umbigo! Intrigado Kanji pergunta:
¾    Górki o que houve com seu umbigo?
¾    E para quê o senhor tava olhando para o meu umbigo? - responde com sarcasmo.
¾    Por nada é que percebi agora, então me responde!- já curioso.
¾    Mas não deverias ter percebido... - Górki aproxima-se de Kanji.
¾    Por quê? Que diferença faz... - Kanji é rapidamente interrompido, pois o rapaz num gesto ágil torce o pescoço de seu, até então, acolhedor.
Górki carrega o corpo do velho e joga dentro de uma caçamba de lixo, "Adeus meu amigo!" é o que diz olhando para o corpo, dentro do lixo, ali deixara o homem que o acolheu, partindo dali.
Na manhã seguinte, uma jovem caminha pela rua principal de Whichita. Da calçada, nota que no meio da pista, há uma movimentação, são três pessoas e estão apavoradas, parece que estão tentando ajudar alguém, intrigada com a situação, corre para o local, quando chega depara-se com um corpo de um homem morto, jogado ali completamente congelado devido ao frio. Chocada resolve tampar o rosto, ao olhar novamente, não acredita no que está vendo, trata-se do tio da jovem. Ao concluir que aquele ali era seu tio, cai aos prantos, de repente ouve alguém chamá-la:
¾    Myako! Myako! - trata-se de Nicolas seu amigo que conheceu na Universidade.
¾    Não acredito Nico! Não pode ser! - berra nos braços do amigo, que a conforta imediatamente, dizendo-a que é à hora de dar pelo menos um último adeus.
Continua...

Autor: Samuel S. Lobo

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