Paranormal City 1º Episódio - Pilot intitulado "Welcome To BellsVille"

Paranormal City

Capítulo I - Os sinos







1 Welcome To Bellsville

Em meio à noite sombria na cidade de Bellsville, exatamente à 00h00min, um som ecoava pelo ar, um som peculiar dos sinos, se pudéssemos escutar nitidamente poderíamos até dizer que não se tratava apenas de uma melodia, e sim, de vários ruídos e gritos de agonia. O que estava acontecendo naquela noite? Numa das residências da cidade uma jovem acordara com o badalar de um sino, ficou sentada na cama pensando e relembrando os bons tempos em que seu marido estava vivo, com a mão esquerda toca no lado direito da cama, deveria ser o local onde seu amado costumava deitar-se.
O som do sino estava mais forte, poderia ser o sino da torre? A moça cujo se chama Aiko, ainda com sono, em sua cama rola de um lado para o outro, ao ficar parada no lado esquerdo tem a sensação de que alguém senta e logo após deita-se ao seu lado, com olhos arregalados de espanto, vai virando-se devagar, afinal tem certeza de que algo está ao seu lado. Fecha os olhos, já com a cabeça em direção ao outro lado decide abri-los, para seu espanto, trata-se de seu falecido marido, está ali ao seu lado, em uma posição encolhida, como se estivesse com frio. Perplexa, tenta virá-lo, quando o faz percebe de que se trata de um cadáver pútrido, Aiko surta e começa a gritar desesperadamente.
Rômulo vizinho de Aiko ouve os gritos da moça e corre para ajudá-la. A porta estava trancada, resolve arrombar, mas sua mulher Kaolin o impede dizendo que isto é invasão de privacidade.
¾                    Querida, mas como vou poder ajudá-la? Ela está em perigo, os gritos não são normais.  – Aiko continua gritando dentro da sua casa.
¾                   Tudo bem! Vai arromba essa porta e vê o que essa mulher está aprontando pra estar gritando desse jeito.
Ele arromba a porta e segue para o andar de cima da casa onde ficam os quartos, estava seguindo os berros. Ele encontra a moça em seu quarto, completamente transtornada, tenta aproximar-se dela, porém e o rejeita com tapas, ela o agride violentamente.
¾   Calma! Aiko! Você está bem, ok? – diz essas palavras olhando fixamente para os olhos dela, com a mão em seu queixo.
¾   Ele está aqui! Do meu lado! Tira! – Não havia nada em seu lado, apenas um lado vago na cama.
¾   Calma! Vamos vou te levar para o hospital, você não está nada bem. – Ela estava muito debilitada, sua expressão era de uma pessoa completamente transtornada.
¾   Tira-me daqui... – sussurra no ouvido de Rômulo.
Levando-a no colo ele desce as escadas gritando:
¾   Chame uma ambulância!
¾   Que ambulância, homem?  – pergunta Kaolin, para seu marido Rômulo.
¾   Não estás vendo que ela precisa ir pro Hospital?
¾   Ela precisa é de umas boas tapas, isso sim! – Kaolin nunca fora com a cara de Aiko, sempre achava a vizinha um poço de cinismo, na verdade Kaolin sempre encrencava com as pessoas, até com ela mesma.
¾   O que a gente faz então? – Rômulo já estava confuso.
¾   Vamos levá-la para a casa do Dr. Steve, lá ele saberá o que fazer.
A cidade estava sombria naquela madrugada. Ruídos e gemidos estranhos os acompanhavam durante a trajetória até a casa de Stevie. Romulo decide ir por um atalho, por algum motivo particular daquela noite não queria estar na cidade, ou pelo menos andar pela cidade. Romulo estaciona em frente à casa do médico e corre até, desesperado bate na porta com violência, por algum motivo não queria ficar por muito tempo do lado de fora. Lá dentro, Steve, pega um enorme susto com o barulho do baque na porta, assustado, levanta da cama e se aproxima da porta.
¾   Quem é? – ele segura um abajú para defender-se.
¾   Somos nós, os West. – responde Kaolin sussurrando.
¾   Não escutei! Quem está aí?
¾   Dr. Steve? Sou eu o Rômulo, precisamos da sua ajuda.
¾   O que vocês querem? – abrindo a porta, aliviado por saber quem eram as pessoas.
¾   É a Aiko Doutor ela está mal, não sei o que aconteceu, simplesmente ela estava surtando.
¾   Onde ela está?
¾   No carro!
¾   Traga ela para dentro, rápido!
Eles a levam para dentro da casa, Aiko, estava desmaiada. Steve antes de fechar aporta dá uma olhada na rua, com se estivesse verificando algo e fecha a porta. O médico a examina, verificando se a pupila esta dilatada, frequência de pulso etc.
¾   O que ela tem Doutor? – preocupa-se Rômulo.
¾   Pelo visto estás muito interessado nessa aí, não é? – resmunga sarcasticamente Kaolin já com ciúmes.
Logo Kaolin uma mulher calma, simpática, linda, charmosa, simplesmente maravilhosamente infiel, traía o marido com quase todos que via pela frente, até o médico Steve passara por suas mãos quentes e insaciáveis. Era dona de um restaurante, tradição da família dela, estava mais para uma espelunca, pois nunca se interessou realmente em fazer comida de qualidade para seus clientes, todos que comiam ali reclamavam, o surpreendente é que nunca paravam de comer, qual o segredo de Kaolin? E a discussão continuou.
¾   Que isso mulher? Ponha-se em seu lugar, nunca estaria interessado em outra, apenas estou preocupado, afinal era nossa vizinha! – e que vizinha... Aiko era irritantemente linda, digo isso, pois, sua beleza causava inveja em outras mulheres, deixava elas com raiva.
¾   Sei “vizinha”, conta outra. E vamos logo que está ficando tarde. – era quase 4h da manhã.
¾   Doutor, precisamos ir... Ela ficará aos seus cuidados. – implica Rômulo.
¾   Tudo bem, ela ficará aqui e pela parte da manhã, logo cedo, pedirei para que a levem para Whichita, lá poderão avaliar melhor.
¾   Whichita? Como assim? – se indigna Rômulo.
¾   Isso mesmo, eu a examinei e pude comprovar que ela não está nada bem mentalmente, ela precisa ir a um hospital psiquiátrico, e somente em Whichita que é mais próximo há um hospital, tenho amigos que trabalham lá e darão o melhor tratamento a ela. – BellsVille sempre fora uma cidade arcaica onde nem mesmo os governantes queriam morar, fazendo com que a cidade se torne inútil e deficiente em muitos aspectos.
¾   Ok, Doutor o senhor deve saber mais do que eu o que está fazendo, então...
¾   Pois é, vão para casa e descansem!
¾   Tchau, Dr. Steve, até amanhã.
¾   Vá com Deus prometo que cuidarei dela, pode deixar.
O casal entra no carro e seguem para casa. Já era dia, Steve chama uma ambulância e pede para que levem aquela moça com urgência para o hospital psiquiátrico de Whichita, os assistentes a colocam em uma maca, a sedam, então, Aiko é levada para o hospital.

Continua...

 Autor: Samuel S. Lobo

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