Fênix Ao Resgate XI


Capitulo XI
Investigando

Há metros de distância daquela casa onde antes se escondiam, David e Marie recuperavam o folego. Desta vez mais seguros do lugar onde estavam, eles riam da situação pela qual passaram. David ainda recordara do rosto paralisado de Marie a fita-lo, quando ouviram aquele estrondoso barulho logo ali do lado deles. Apavorados não perceberam que os guardas que patrulhavam pelas ruas já haviam partido. O estrondo fora provocado por um desajeitado gato bisbilhoteiro, o felino os notara ali e resolvera observa-los mais de perto (quem sabe conseguir comida). O bichano caminhava desapercebido pelo telhado quando escorregou abruptamente e caiu numas latarias e lixos ao lado de Marie. Os dois assustados encararam-se por um tempo e seguiram correndo afugentados e afugentando o tal gato. David olhara para trás e vira o gato saindo aos pulos debaixo das sucatas e lixos, foi então que notou o que ocorrera ali. Era realmente hilariante.
Já próximos à muralha os dois a observavam clinicamente para encontrar qualquer brecha ou passagem que fosse viável, mesmo que não fosse a fariam ser. Aquela construção grotesca teria uns quinze metros de altura e uns dez de largura. Entornaram-na, parecia ser um círculo ou pelo menos rodeava todo o perímetro da fenomenal estrutura do castelo a qual protegia; talvez houvesse uma outra cidade ali dentro, ou pelo menos um vilarejo. Nenhuma passagem sequer, é claro, desconsiderando a entrada principal cuja era altamente protegida. Eles já estavam cansados, quantos quilômetros percorreram? Aquilo parecia não ter fim. Enfim chegaram ao ponto de partida, exauridos tentavam formular mais alguma ideia para entrarem naquela fortaleza. Pelo visto não é só a armadura do soldado de ferro que é indestrutível e impenetrável, pensou Marie.
Em cima da muralha haviam pontos de observação, ou seja, vigias. Alguns soldados caminhavam despreocupados e um tanto entediados pelo corredor ali de cima. Quem seria o tolo a querer destruir ou penetrar aquilo? Lá debaixo Marie e David os observavam andando, pareciam formiguinhas iluminadas. Dali de onde estavam era impossível de serem vistos, era escuro e vazio, não tinha nem mesmo árvores ou vegetações, o solo era arenoso e seco. Isso se prolongava na redondeza da muralha, cobria até uns vinte metros depois; as vilas/bairros começavam uns trinta metros de distância da muralha, onde já havia alguma espécie de vegetação. Caso os guardas os percebessem e resolvessem prende-los a fuga seria bem fácil, a não ser que possuíssem algum poder místico, o que não estava em jogo por enquanto. Até onde sabiam, apenas o tal Soldado de Ferro possuía habilidades inumanas.
¾    Vamos fazer um buraco? – perguntou esgotado David. Aquela ronda não servira de nada.
¾   É né, isso aí parece ser solido como uma rocha. Talvez seja diferente por baixo.  – respondeu Marie desanimada. A garota se afastou um pouco e socou a muralha. Depois encostou-se e observou o que o irmão faria.
Uma brisa úmida dominou o ar, tomando sequencia veio um fino chuvisco. Logo estava chovendo intensamente. O clima parecia corresponder a vontade do menino David, ele esperava o tempo ficar favorável a ele. De olhos fechados ergueu as mãos, depois abaixou uma e com a direita apontou para o chão. Uma estrutura solida de gelo formou-se no ar e penetrou o solo com força suficiente para destruir qualquer obstáculo; pedras, terra, objetos a muito esquecidos e enterrados. A viga pontiaguda perfurava o solo ininterruptamente até que o menino retesasse a mão e a parasse. Ele por sua vez estava pálido e de olhos fechados, parecia estar usando muito esforço para tal ação. Afinal não seria tão fácil depois da exaustiva ronda pela muralha. Marie de braços cruzados aguardava tremendo. Sempre esse frio...
¾   E aí? – perguntou Marie aproximando-se de David depois de um tempo.

¾   Você não vai acreditar no que tem lá embaixo...
CONTINUA...

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