Paranormal City- Ep 9º - Luxúria & Lascívia


9 Luxúria & Lascívia

                   A festa de Eduardo estava a todo o vapor, realmente, sua mãe sabia preparar uma daquelas de “arromba”. Como dizem os antigos... Eduardo não está a vontade em sua própria e indesejada festa. Seus amigos estavam todos os dois ali, pelo menos os que gostavam dele. Austin Andrade, amigo de infância de Ed, era excêntrico e todos ao seu redor o considerável o “popular pegador”, afinal o cara era todo o estereótipo desejável das mulheres e outros... Adam Brown era o “melhor amigo” de Eduardo, quase sempre estavam juntos. Ed o considerava um irmão mais velho.
                   Retornando a festa, um grupo de homens se aglomerava do lado do que era o antigo palco de apresentações. Suspeitamente se olhavam, riam e cochichavam, eles não tinham a aparência de pessoas “normais” que Kaolin ou alguém da família conhecesse. De fato eram estranhos. Eduardo decidiu ir até eles e perguntar se estão precisando de algo.
¾   Com licença, senhores... - interrompendo-os a conversa esquisita.
¾   Boa noite meu jovem. – responde um dos sujeitos cujo era deficiente do olho esquerdo, não havia olho, apenas um vácuo, porque não usar uma tapa olho ou algo do tipo? Aquilo era horrendo, pensava Ed.
¾   Os senhores desejam algo para comer ou beber?
¾   Claro! Estamos aqui para isso, sua mãe nos convidou, disse-nos que o “macho puritano” dela estaria de aniversário hoje. – responde outro sujeito, cujo rosto era quase irreconhecível, uma vez que sua cara toda estava repleta de tatuagens.
¾   Certo! Trarei algo para os senhores, aproveitem a festa. – disse isso com um desânimo tão grande que nem parecia o Ed, feliz e entusiasmado.
Na cozinha, Kaolin, estava aos nervos não sabia o que servir primeiro. Eduardo entrou e pediu alguns aperitivos para levar à uns caras estranhos perto do palco, lá no fundo...
¾   Aqueles imbecís estão aqui? – Kaolin arregalou os olhos, terminou de lavar as mãos e tira o avental com pressa e sai pela porta atrás de Ed, este fica com cara de besta, entendendo nada.
Ela segue no meio do povo com grande fúria e chega a mesa dos senhores.
¾   O que vocês estão fazendo aqui?
¾   Vejam quem veio nos dar as boas vindas! A Penélope Charmosa! – diz o caolho.
¾   Cala a boca, defunto! – apelidos seriam comuns entre eles...
¾   Calma “Pe”, viemos prestigiar a festa do seu amado “macho puritano” – diz o terceiro homem, não menos importante, porém visualmente não tinha alguma “anomalia” no corpo.
¾   Em primeiro lugar, vocês jamais foram convidados e em segundo o cheiro de vocês está incomodando os convidados. – Kaolin sempre abusava do sarcasmo quando ficava aborrecida.
¾   Quem tu pensa que é sua vadia? – o cara tatuado se levantou e a agarrou pelos braços.
          Todos os convidados ficaram assustados com aquela situação e tudo ficou em silêncio, até a música que tocava parou numa sintonia, com o ato inesperado, surpreendente. Eduardo foi até o local e perguntou o que estava acontecendo. Ficaram com cara de tacho e não disseram nada. Kaolin se manifesta e diz que aqueles senhores não foram convidados e precisavam se retirar. O homem já havia largado seu braço, mas agarrou com tanta força que ficara a marca. Os três começam a caminhar em direção a saída.
¾   E não ouse botar os pés aqui, ouviu Roger! – grita Kaolin.

                             Roger o cara “sem anomalia” sorri e logo em seguida desfaz o sorriso falso e vai embora.

Continua...

By: Samuel S. Lobo

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