Fênix Ao Resgate XV


Capitulo XV
A batalha começa!

Durante aquela noite, ainda na mansão fora onde os planos começaram. Samantha e Estevan receberam com pesar a notícia de que era improvável uma entrada a qual não fosse percebida. Contudo, os projetos ainda estavam em análise.
Marie quem decidira pela destruição da muralha – então Samantha pudera entender o que Estevan quis dizer com “mania de destruição”. Já que isso provocaria uma enorme distração. Assim, como planejara Estevan, Samantha e Ele entrariam e seguiriam para as profundezas do castelo. No entanto David ponderara na inviabilidade disso, e o tempo que levará tudo isso? David pensara em uma pequena distração, antes da queda da muralha. Alguém poderia se transformar em alguma coisa que causasse estardalhaço, mas que não chamasse mais do que a atenção de quem guardava a entrada. Aí Estevan surgira com a ideia do cão. Entretanto não tinham quem o fizesse, todos estavam em funções vitais. Sosy sem pudor ou receio, que apenas ouvia até então a conversa atentamente e calado, se oferecera entusiasmado. Não era tão perigoso, é claro, dependendo do temperamento de quem cuidava da entrada. Samantha relutara, até que Estevan lembrara da roupa resistente em sua mochila. Marie explicara convicentemente para Samantha que aquilo era incrivelmente resistente, capaz de suportar algumas explosões. Ela aceitara, mesmo no findo de seus pensamentos ainda estando apreensiva.
Quase não conseguiram dormir naquela noite, mas era necessário. Seria um dia difícil, o seguinte. Eles sentiam o peso da batalha que estava perto, qualquer erro no plano seria catastrófico...
Finalmente o soldado da entrada tomara uma atitude que não fosse continuar paralisado de medo. Ele correra atacando David, o menino estava em pé de frente a muralha, de braços erguidos comandando as formas de gelo em direção a muralha. O que o infortuno não esperava era Marie que surgira para deter o ataque e defender o irmão, golpeou-o poderosamente no peito o lançando para trás desengonçadamente. Ele não percebera, mas Marie continuava com o punho em seu peito... O que ela está fazendo? Marie superaqueceu seu punho de tal forma que derreteu e fez um buraco na armadura metálica; a intenção não fora feri-lo, Ela apoiara a mão no buraco e o lançara com tremenda força para o alto, isto tudo ainda na movimentação do primeiro ataque que se tornara o segundo e ainda viria um terceiro... David observou a criatura sendo lançada para cima como um boneco inanimado e incapaz de se defender, logo uma pedra de gelo caíra imponente de dentro das massas de nuvens e atingiu certeiramente o sujeito ainda no ar. O soldado fora levado ao chão onde fora encobertado pela pedra, ali mesmo permaneceu imóvel e inconsciente.
Não demoraria para o soldado de ferro perceber a movimentação ali fora, outros guardas já apareciam e montavam inutilmente uma barreira na entrada. Por mais ridículo que pareça, aquele que fora derrotado era o encarregado pelos demais.
A muralha continuava a desmoronar...
Um homem de porte físico extravagantemente forte apresentou-se na frente dos demais paus-mandados. Ele desembainhou sua espada de cor estranhamente negra e apontou para Marie e David, aquilo fora uma ordem. Os soldados acataram a autorização e partiram para cima dos dois.
¾   Deixa comigo! – dissera Marie correndo para cima dos tais. David virara o rosto indiferente, sua função era destruir a muralha, ele não perderia tempo com aqueles sujeitos. Seu maior objetivo era fazer a estrutura de pedra cair até o chão, num buraco tão grande que tornar-se-ia escandaloso o estrago. Afinal, queria mostrar a todos, que aquilo NÃO ERA NADA!
Enquanto corria, Marie abriu os braços. Bravamente atacavam os soldados em sua direção. Em poucos instantes estariam cara-a-cara em batalha. Ela fechou os braços batendo com as palmas das mãos a sua frente. Uma faísca surgira a sua frente, logo tornara-se prolongadas labaredas. Era um inferno-em-chamas seguindo direto na direção dos guerreiros. As flamas pareciam nascer dentre os dedos da garota, como um maçarico em grande escala, e mais destrutivo. Atemorizados, os soldados recuaram passando uns por cima dos outros numa tentativa de fuga... Marie aparecera em meio ao fogo e os atacara com golpes de chutes e socos; um por um foram derrubados em instantes, nem perceberam que o fogo havia cessado e que fora apenas para assusta-los (o que dera certo). Ali ficaram, tristes figuras de guerreiros, uns com armadura em parte derretida, outros sem armadura nenhuma (de alguma forma Marie tirara os deixando somente com as roupas usuais que estavam antes de vestir a proteção), tinham aqueles que ficaram aos montes um em cima do outro; mas todos, desacordados.

Agora restava um; ainda não era o soldado de ferro, contudo parecia ter uma tremenda confiança. Estava arrogante e inabalável mesmo depois daquela batalha ridiculamente improdutiva para ele. Marie chegara há alguns passos na frente dele, ele estava tramando algo para não temer aquela que derrotara seu exército de inúteis... quantos foram... 50, talvez...
Continua
(O fim dEle está próximo)

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