Paranormal City - 10º Ep Os SINoS
10 Os SINoS
Dias
atuais...
2014
Existe coisa mais bela e tranquila do que crianças brincando
no parque? Sim, aparentemente essa tranquilidade era frequente no parque de
BellsVille, sim, havia um parque na cidade, lá as famílias que ainda relutavam
em residir em BellsVille se encontravam para passear e jogar papo fora e como
de costume falar mal dos outros. Uma coisa típica dos cidadãos de BellsVille é
a inveja, todos, repito, todos! Possuíam esse sentimento diabólico.
Enquanto duas velhas conversavam sobre a vida de putaria da
empregada de uma delas, que se dizia crente, um garoto corre em direção à caixa
de areia, seus pés atrapalhados se encontraram e sua cara gorda e redonda
beijou a terra, suja, repleta de excrementos de gato, o garoto chora, porém
ninguém o consola. Um brilho faz calar-se, por entre a terra há algo
cintilando. Uma moeda? Não. Para a mente daquela criança obesa de sete anos
deveria ser um tesouro, ele cava com suas mãos pequenas e gordas, com agilidade
e empolgação agarra aquele objeto reluzente. O que poderia ser? Ao abrir a mão,
notamos um sino pequeno, de cor dourada como ouro, ele o leva até os ouvidos e
o chacoalha, um som ecoa um som peculiar
dos sinos. Instantaneamente escorre sangue de seus ouvidos e nariz, e logo
em seguida através de suas glândulas lacrimais, começa a sair sangue, seus
olhos azuis se tornaram brancos, havia veias pulsantes no rosto daquela
criança, sua face já estara repleta de sangue, até que, o garoto cai,
contorcendo-se como um porco ou um frango abatido.
1969
Há anos atrás, na parte mais afastada da cidade,
onde havia um pequeno bosque, uma senhora que ia para sua residência, corre
para não molhar-se na chuva que caia. De repente escuta um choro de uma
criança, no primeiro momento pensa ser algo de sua mente e continua a caminhar,
porém precisava adentrar o bosque, pois sua casa ficara do outro lado. Ao
entrar percebe que o choro fica mais forte, e começa a deixar-se guiar pelos
berros da criança. Os choros a levaram a
uma parte bem escondida do bosque, ali era sombrio, porém bastante calmo, e até
transpassava paz, afinal o cheiro de mata molhada era incontestavelmente
maravilhoso. Quando percebeu que estava bem próximo do que achava ser uma
criança, o choro para! Logo ela pensou em sair dali correndo, mas aquela
situação a aborreceu e queria encontrar, seja lá o que for.
Continuou
caminhando, notou que à sua frente havia uma imensa árvore, ao encarar a beleza
e divindade daquela árvore, contudo poderia ser uma centenária, era gigantesca!
Resolve dá uma olhada atrás dela, a dirigir-se ao local, novamente o choro
começa, a partir dali tem certeza de que tem algo ali atrás, para sua surpresa,
ali se encontrava uma criança, um recém-nascido, ele estava coberto por cinzas
encharcadas devido à chuva.
¾ Jesus! Alguém tentou te matar criancinha? –
indignava-se a senhora ao pegar a criança no colo.
A criança estava com um cobertor semi queimado,
sendo possível observar sua pele lisa e frágil, a velha o adotou. Ela tinha
certeza de que alguém tentou matá-lo jogando-o no fogo, mas graças a Deus
choveu e as chamas apagaram-se, uma crueldade! Cuidou dele como se fosse um de
seus três filhos.
Já com seis anos idade a criança que se chamara
Ken, mostra-se extrovertida, adora brincar, por causa de sua hiperatividade sua
“mãe” o levava quase que diariamente ao parquinho no centro da cidade, onde ficava
a velha torre na qual se encontrava o símbolo da cidade, o sino gigante! Em
mais um dia de parque o inesperado acontece, há ali um brinquedo muito perigoso,
trata-se daquele em que as crianças podem pendurar-se, maldita hora em que Ken,
decidiu ir brincar naquele. Aos pais que ali estavam em particular,
preocupavam-se com suas crianças e não a dos outros. Por um descuido da mãe de
Ken ao ir comprar um sorvete para o filho o deixou sozinho, não se passou
trinta segundos e todos puderam ouvir gritos, a mãe de Ken sai correndo, pois
sabe que os gritos eram de seu filho, Ken estava jogado ali no chão, tinha
caído.
¾ Ken! Meu Deus! – grita a mãe do garoto.
¾ Ajudem-no! Ele está machucado! – esperneava a
mulher, sendo que mal tinha se aproximado da criança, para ver o estrago maior.
Ao chegar perto do garoto era visivelmente possível
observar que sua perna estava fraturada, os que estavam ali presente puderam
ver a cena lastimável de um garoto com osso da perna para fora, era terrível!
Levaram o garoto para o hospital mais próximo, ao chegar lá, os médicos
compreenderam de que se tratava de uma emergência e o direcionaram rapidamente
à sala de cirurgia, forem feitos os pedidos dos exames com urgência.
Os resultados saíram seis minutos depois da entrada
no hospital, que eficiência! O médico informa a mãe do paciente, que o garoto
não está com a perna quebrada.
¾ Como assim Doutor? – pergunta a mulher confusa.
¾ Os raios-X mostram claramente que não há fratura,
sendo bastante complicada a operação... – o Doutor é interrompido pela mãe do
paciente, ela afirma:
¾ Eu vi Doutor, o osso do meu filho estava para fora!
– resmunga a senhora.
¾ Entendo senhora, porém o caso é muito complexo e
delicado, pois...
¾ Pois... O quê? Cuidem do meu filho, não o deixem
daquele jeito! – grita a mulher.
¾ Tudo bem! Faremos o possível. – o médico se retira
e segue para a cirurgia com outros dois médicos cirurgiões.
Na sala de cirurgia os médicos conversam sobre o
caso, e dizem ser algo muito curioso, afinal não houve quebra do osso,
simplesmente o osso saiu! Era possível isso? Pergunta um dos cirurgiões. Claro
que não era possível algo aconteceu. O médico encarregado da cirurgia resolve
aplicar anestesia no garoto e estudar mais o caso, pede para que um dos outros
médicos bata outra chapa, só que desta vez da perna não afetada, um dos
auxiliares questiona a atitude do médico. O que tem a ver a perna que não tinha
sofrido nada? Alguns minutos depois o novo exame está pronto, o médico
encarregado coloca as duas chapas sobre uma mesa refletora, e começa a
analisá-las, olhos fixos! Minuciosamente precisos a qualquer detalhe.
¾ Achei! – grita o médico empolgado.
¾ Achastes o quê? – pergunta o auxiliar.
¾ Venha cá e veja!
¾ O quê? Não estou vendo nada. – ele olha
atenciosamente as duas chapas.
¾ Perceba que o osso da perna afetada, o que está
para fora...
¾ Sim?
¾ É maior do que o da perna não afetada. – deixando
os auxiliares intrigados.
¾ Sério? Mas não seria porque está para fora?
¾ Não! Repare que é consideravelmente maior, talvez
uns centímetros.
¾ Tens razão, mas isso é possível?
¾ Não sei, mas aconteceu, né?
¾ É possível operar?
¾ Sim, porém ele ficará deficiente, pois uma perna
será maior.
¾ Temos que fazer logo esta cirurgia!
¾ Ok! Vamos lá!
Terminaram a cirurgia que fora um sacrifício, pois
sua pela teria que ser esticada devido ao tamanho do osso, logo em seguida foram
perguntar à mãe do garoto:
¾ Senhora? Seu filho era deficiente de uma das
pernas?
¾ Não, por quê? – todos ficam assustados, era algo
inexplicável.
¾ Devido às atuais circunstancias, creio que seu
filho será deficiente a partir de hoje.
Continua...
by: Samuel S. Lobo



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