Fênix Ao Resgate XVIII


Capitulo XVIII
Na masmorra

As três primeiras dúzias de soldados chatos foram fácil de derrubar antes de chegarem ao corredor subterrâneo. Entretanto, Samantha e Estevan sabiam que a partir daquele corredor as coisas piorariam muito. Estavam próximos demais do objetivo da missão, o coração da armadura. Logo encontrariam soldados muito mais poderosos e destemidos por ali. Os dois se esconderam atrás de uma das vigas brancas e grossas daquele corredor que mais parecia um salão interminável. Um sujeito de armadura dourada passara por eles e parara mais a frente.
¾   Eu sei que estão aí. Espero que estejam perdidos, assim apenas os deixarei vivo. – disse o soldado.
¾   Droga! – murmurara Samantha.
¾   Termine o serviço, deixe-me com ele. – disse secamente Estevan já partindo para a luta.
¾   Mas e os outros soldados, eu não posso seguir sozinha!
¾   Não há outros soldados, não é brilhoso!? – perguntou irônico Estevan ao soldado dourado.
¾   Você é esperto garoto, por que não aparece para brincarmos um pouco? Você sabe que eu sei onde está...
¾   Vá Samantha! Você é a única que pode destruir a coisa.
¾   Por que acha que eu vou deixar, garoto? Quem está aí com você, sua mãe, namorada, amante?
¾   Tudo bem.
Estevan apareceu tranquilamente a frente do sujeito de armadura dourada com chifres proeminentes, eram uns cinco, um no meio e dois dos lados que prologavam-se em mais dois como galhos.
¾   Onde está sua amiga?
¾   Ela já passou por você.
¾   Como? – o sujeito virou-se deixando a guarda baixa. Estevan aproveitou e o atingiu com uma estrutura de pedra que prolongara-se do chão em direção ao peito do soldado. Ele fora arremessado para trás até ser imprensado contra a parede onde ficava a entrada para o salão que guardava o tal coração.
Muito espertamente Samantha correu detrás do pilar e passou pela entrada, o soldado não pode fazer nada. Ele fora enganado. Furioso ele bateu a estrutura de pedra com a cabeça, os chifres se prolongaram e enrolaram-se por ela, logo começaram a apertar e destruir a proeminência. Ele caiu desajeitado no chão e se levantara.
¾   Meu nome é Pascal, garoto. Você é muito espertinho, diga-me seu nome antes que eu te mate e vá atrás da sua companheira.
¾   Estevan, e não acredito que eu vá morrer aqui.
¾   Veremos...
Pascal atacou o menino, corria loucamente para cima dele como um touro selvagem. Os chifres prolongavam-se de novo indo em direção a Estevan. O garoto simplesmente esperou estarem próximo o suficiente, então correu para cima de Pascal e pegou-o pelos chifres e o arremessou no teto, ainda com os chifres nas mãos o bateu no chão e no teto, no chão e no teto até que Pascal desprendeu parte dos chifres, quase como se tivesse quebrado; mas Estevan sabia que aquilo era voluntario e premeditado.
Pascal recuperava-se apoiado numa pilastra, sua boca sangrava, assim como o nariz e a testa. Sua armadura estava coberta de sangue. No chão havia agora algumas funduras das bancadas do homem que fora usado quase como um martelo, só que sem um prego é claro. Era admirável a força de Estevan, Pascal reconhecia isso. Entretanto não seria derrotado tão fácil assim. Estevan tinha largado os chifres no chão, quando as coisas começaram a derreter e transformar-se em figuras quase humanas, apenas a aparência. Então era verdade... Estevan leu no diário na noite anterior: e a besta terá comandos a sua ordem, um deles tem cinco diademas na cabeça; diademas que tornam-se servos fieis e alienados, sem vontade própria, sem vida, buscam apenas saciar a vontade do seu mestre. Então era aquilo que o diário descrevera, todos os pontos que Estevan pensara ser mais soldados na masmorra era apenas aquelas coisas, por isso emanavam uma mesma força e não conversavam entre si, estavam além do bom treinamento.
Duas criaturas douras foram criadas a partir dos chifres de Pascal, elas avançaram assim que seus corpos se formaram por completo. Tinham a imagem de Pascal. Uma delas prolongou o único chifre em sua cabeça na direção de Estevan, pelo visto tinham o mesmo potencial. Estevan esquivou-se, reconheceu que as coisas podiam feri-lo gravemente e não seriam tão fáceis de derrotar, além de serem maciçamente feitas de sei la o que, elas não morriam...
Samantha admirava o pedaço de pedra negra em cima de uma pequena coluna, era brilhante. Ela se aproximou mais um pouco e foi arremessada para trás por uma força desconhecida. É claro que estava protegida! Talvez depois Samantha se menosprezasse pela idiotice que lhe passou pela cabeça para ir logo em frente. Ela levantou-se atordoada e começou a tirar da bolsa seus materiais de feitiço, planejara tudo na noite passada. Pintou um círculo por todo o perímetro de onde a força empurrava, era um círculo. Depois fez outro círculo em volta do primeiro e começou a desenhar dentro do espaço entre os dois símbolos que desfariam a barreira. Ela sabia que dentro da barreira a pedra não a deixaria se aproximar, aquela coisa parecia ter vida e vontade própria. Por isso trouxe o pote com o liquido que traria o fim para aquilo tudo...
Estevan conseguiu pressionar e prender no chão as duas coisas, suas mãos estavam nas cabeças. Elas não pareciam ter tanta força quanto ele, mas logo reagiriam. Ele não podia deixar que criassem mais delas. Fez com que emergissem do chão estruturas que prenderam os corpos dourados, assim pode simplesmente quebrar os chifres das coisas; alguma coisa lhe dizia que aquilo daria certo, e deu. Os corpos dourados se liquefizeram e vaporizaram-se no ar. Pascal já tinha se recuperado, mas sumira da pilastra. Estevan não percebeu. O soldado dourado surgira ao seu lado e o chutara fortemente fazendo-o cair longe atordoado. Os chifres caíram no piso de mármore, e Pascal os catou os pondo de volta no lugar, sua cabeça é claro. Estevan tornou a se levantar e dessa vez partiu pra cima de Pascal distribuindo socos, e chutes, e pontapés. Pascal não era muito ágil, a maioria Estevan conseguiu acertar, contudo não valiam nada se atingiam a armadura dura. Então Estevan pensou numa coisa meio louca, pegou Pascal pelos pés e o rodou até que ficasse tonto. Depois o atirou longe e correu para cima dele, Pascal chocou-se contra a parede, agora ficara atordoado, Estevan pulou furiosamente em cima de um dos chifres. A distância que estava o deu impulso, e sua força anormal deu potência para quebrar o chifre direito do soldado. Sem perca de tempo soqueou diversas vezes o diadema central, que rachou quase quebrando. Antes que acontecesse Pascal pegou Estevan pela camisa e o içou, com o punho armou um poderoso soco que daria fim a luta... Talvez Estevan tenha subestimado o inimigo...


 CONTINUA

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