Fênix Ao Resgate XVII
Capitulo XVII
Queime!!
E a primeira besta terá a sua destra um
que será de sua confiança, de tal forma que lhe será confiada a mão da sua
couraça e com ela a Espada da besta...
Marie
não hesitou, reconheceu a arrogância do seu oponente. Ele não iria se entregar,
e com certeza possuía algum poder que lhe dava toda essa audácia. Ela foi por
trás com tremenda velocidade, mas quando foi chuta-lo sentiu na sola dos pés
aquela coisa firme e maciça, se não agisse rápido ficaria sem o pé. Usou como
apoio a espada que protegera o sujeito e arremessou-se para trás numa distância
onde poderia reavaliar o que acontecera e o que faria.
¾
Meu nome é Jancklous, menina. Diga-me com quem luto?
¾
Marie Emile, mais conhecida como FÊNIX! – respondeu a garota
soprando chamas no tal Jancklous. Ele não esperava por aquilo, recuou
velozmente, mas percebia-se que tinha a velocidade de um humano comum.
Ele
golpeou as chamas com a espada, aquilo parecera um movimento insano, contudo
dera certo. As labaredas se dissiparam no ar.
¾
Você não está aqui para brincar, menina. Então lhe darei
todo o meu potencial em batalha, pelo visto se eu não o fizer terei um fim pior
do que os meus colegas inúteis. Já percebeu que também não hesitarei em matá-la
não foi? Pois bem...
Jancklous
avançou com a espada a sua frente, ele urrava de prazer. Quando fora a última batalha de verdade que lutara? Não havia um
imbecil sequer que o tocasse em campo de guerra. Agora, mesmo que fosse uma
menina a sua rival, ele poderia esbanjar a sua fúria e toda aquela energia da
espada.
Marie
presenciou a chegada de Jancklous a centímetros dela, a espada quase a cortara
no meio. Por que ela não se moveu? Ela
estava esperando por ele, queria ver o que ele faria, como reagiria... de certa
forma, ele era como ela ou como ela já fora, ninguém poderia me vencer... Ah como ela queria destruir essa
prepotência! A menina quase voou por cima de Jancklous, mas fora apenas um
salto acrobático exageradamente sobrenatural. Pelas costas de Jank ela o chutou
fazendo-o cair no chão como um tolo. Ele levantara enfurecido distribuindo
golpes com a espada, ela se esquivava com destreza. Ele não podia aguentar
vê-la sorrindo durante a luta, então começou a rir. Um golpe pela esquerda,
riso, esquivou-se; um golpe pela direita quase no peito, riso, esquivou-se; um
golpe no meio das pernas, riso, pulou como sapo. Marie era ágil demais para
ele, mas aquela espada não lhe fora dada atoa... Ele distanciou-se antes que
ela o chutasse. De longe começou o cerimonial, aquilo não servia de nada ele
sabia, mas fazia de qualquer forma. Passou os dedos pelo fio da negra espada,
ela era comprida, maior que o braço do sujeito, então a posicionou para atacar,
içou-a e distribuiu diversos golpes no ar. A menina não entendeu, mas logo
entenderia...
David
percebeu as linhas esquisitas que apareciam com cada golpe da negra espada no
ar, essas linhas corriam para cima de Marie que não notara nada de diferente; parecia estar hipnotizada. Ele teria que
intervir. Sem defesa Marie foi atingida no ombro esquerdo por uma das linhas
negras advindas da espada, a ferida abriu-se como corte e jorrou sangue. Marie
abaixou-se sentindo a dor e tentando esconder-se dos próximos golpes, contudo
mais um a atingiu na perna direita abrindo outro corte na coxa. Isso já a
estava irritando, morreria se não reagisse logo. Ela ia para cima dele de uma
vez, mas fora impedida pela proteção de gelo que surgira a sua frente; olhou
para trás e não viu David. O irmão já estava do lado dela. Os demais golpes
atingiram a proteção de gelo quase a destruindo, mas o garoto a fortificava a
cada golpe novo. Jank ria feito louco do outro lado, distribuía golpes sem
pudor ou receios.
Marie
estava furiosa, as feridas literalmente queimavam em seu corpo. David temia que
a irmã perdesse de novo o controle.
Os cortes queimavam e saravam de repente, a menina rugia de raiva e dor. David
atirava algumas projeções pontiagudas em direção de Jancklous, mas o insano
simplesmente as destruía antes que chegassem a ele. Marie levantou-se.
¾
Ataque-o de frente! Você já sabe o que eu vou fazer. – disse
Marie com absoluta certeza de que o irmão entenderia, era como um daqueles treinos
que faziam quando estavam a sós. Ela, David e Estevan, uns contra os outros. As
vezes em duplas contra um, as vezes os três entre si.
David
correu para cima de Jank com um escudo de gelo no braço, os golpes negros
atingiam o escudo que se rachava e logo regenerava. O menino criou uma espada
de gelo para a mão direita, precisaria quando chegasse perto o suficiente. Mas
antes de conseguir um confronto direto, ele criou algumas projeções de gelo no
local onde estava Jancklous, fazendo-o se mover dali e parar os ataques por uns
instantes. Tempo suficiente para chegar mais perto e atingir Jank com a espada
de gelo em direção do ombro, mas antes que o ferisse Jank colocou a mão com a
espada negra a frente. O impacto da espada de gelo e a mão de Jank fizera-a se
quebrar, mas arremessou a espada negra longe o suficiente para que Jank não a
alcançasse tão rápido. David o atacou com o escudo de gelo, mas Jank o destruiu
com um soco com aquela maldita mão negra como a espada. A armadura de Jank era
prateada, apenas a mão direita era negra. David esquivara-se do próximo golpe e
se pusera alguns passos atrás.
Jank
não percebera, isso que o destruíra... Marie surgiu atrás dele e pulou em seu
ombro colocando as duas mãos na cabeça de Jancklous.
¾
Queime!!!! – dissera Marie antes da atrocidade seguinte...
As
mãos da menina emanavam poder, as chamas brotaram das palmas e incendiaram
instantaneamente a cabeça do pobre Jancklous Fredreik Gilout, ou mesmo, o
antigo companheiro fiel do Soldado de Ferro. Marie pulou das costas de Jank e
foi para o lado de David, os dois observaram a cabeça flamejante do tão
arrogante e prepotente Jancklous. Ele gritava desesperado, mas logo não tinha
mais como gritar... Seu cérebro virava churrasco, seus olhos espocavam das
orbitas, seu rosto inteiro virava cinzas em segundos. Só restara um corpo sem
cabeça numa armadura, aquilo ocorrera no máximo em cinco segundos; os piores e
que pareciam eternos segundos finais de Jancklous.
David
e Marie se assustaram com o barulho repentino de palmas atrás deles, vinha da
entrada. Viraram e depararam-se com tal criatura horrenda toda coberta por uma
armadura negra cheia de proeminências pontiagudas. O elmo monstruoso escondia o
que é que fosse aquilo dentro. Ele aproximou-se de onde caíra a espada negra
parecida com a sua armadura, ia calmo e irreverente ainda batendo palmas. Parou
e pegou a espada com a mão que possuía cobertura da armadura. A outra estava
nua, assim os dois podiam concluir que havia um humano ou coisa parecida dentro
da coisa-armadura. A mão de Jancklous, quero dizer, a proteção da mão de
Jancklous se dissipava no ar como fumaça negra e espeça e ressurgia na mão nua
do macabro ser. Ele ajeitou a armadura na mão, sentindo-a diferente, talvez
porque havia muito tempo que a entregara pra Jank. Olhou para as crianças a sua
frente. Seus olhos não apareciam na armadura, apenas via-se intensa negritude,
o que deixava-se a pensar que a armadura estava vazia, mas não estava.
¾
Parece que conseguiram chamar minha atenção. – falou com voz
imponente o Soldado de Ferro.
CONTINUA



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