Victor II


Victor II
Johel caminhava para sair do sedentarismo rotineiro, tomou em mãos o brain-space e o conectou a rede de músicas locais livres; o holo-aparelho cabia na palma da mão, uma fibra prata peculiar que grudava em superfícies diversas, nesse momento na luva de pano de Johel, jogava ao ar imagens para que ele decidisse. Ele sentiu um calafrio lhe subir a espinha, algo afiado lhe cortou a costa, ele estendeu a mão para trás como a voz sintética pediu.
O brain-space fora levado em segundos e ele nem vira quem foi, deixou-lhe um machucado na costa como lembrança. Socaria o sujeito se não estivesse armado. O sujeito corria tentando cobrir o rosto com o capuz da blusa, entrou num beco não frequentado e lá tentou se acalmar. Seu coração voltou a disparar quando ouviu passos se aproximando, tomou a faca em punho, era fina e afiada feita de aço, projetou-a alheia sem saber exatamente de onde viriam.
¾  Quem está aí?  - perguntou ofegante.
         Detrás de um amontoado de caixas saiu o que a garota confundiu com um anjo. Alguém que ela diria não ser humano, mas parecia um garoto mais novo do que ela. Tinha cabelos brancos esvoaçantes e olhos prateados. Ele cobria a parte debaixo do rosto e o pescoço com um cachecol preto.

¾  Quem é você? - disse ela, deveria ter uns 16 anos e estar um tanto dopada. O capuz lhe caiu da cabeça mostrando o cabelo preto curto e seus olhos castanhos, as olheiras lhe enfeavam as feições femininas.


Continua...


by: Wilson P. Lobo

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