Minha droga De Vida- Especial de Natal 4-5


Droga de Natal
22 de dezembro falta dois dias... Novamente, como quase todos os dias estamos de manhã por volta das 8h00m tomando café-da-manhã, a família, quase todos, tirando lógico os que estão em outra casa, que passam aqui pela tarde as vezes, quando não, pela manhã mesmo. Alguém batia na porta, mas ninguém se disponibilizava a ir abrir para ver quem era, como sempre sobrou para mim, deixar meu café ali esfriando, enquanto ia ver quem era. Ao passar pela sala antes de atender a porta, notei que faltava algo ali, mas só fiquei na intriga e segui em frente até abrir a porta, quem estava lá era o Davy, não liguei muito, ele entrou e eu continuei observando a sala para ver o que faltava ali.
¾      Meu Deus a árvore!!! – gritou o Davy antes que eu concluísse meu raciocínio, poxa já estava quase descobrindo!
¾      Hum! Então é isso!! – falei.
¾      Pessoal vem cá! – disse Davy ainda não entendendo o que havia acontecido.
Vieram rápido espantados por Davy ter gritado, logo quando chegaram perceberam a falta da árvore. É! Só eu mesmo que não notei rápido, mas eu estava com sono fui pego desprevenido mentalmente...
¾      Roubaram nossa árvore de natal! – exclamou Brenda, sem acreditar no que via.
Ficamos pensando ali no que faríamos, com o tempo veio uma dúvida a todos, “para que alguém rouba uma árvore e como fez isso?”, decidimos chamar a policia, afinal não deixava de ser um roubo, quando bateram na porta pensamos, o que diremos, mas falamos o que aconteceu de uma forma que desse para os dois policias que vieram entendessem, eu meio distraído fiquei pensando em como seria se eles pedissem para descrever a árvore. Pensei no dialogo mais ou menos assim:
¾      Como ela era, de que cor, qual o tamanho? – perguntaria o policial.
¾      Era uma árvore, verde, bem grande! – diria eu.
¾      Quantos anos ela tinha?
¾      Olha, ela tem a idade que tinha quando compramos, um dia no máximo. Mas posso dizer que já fazia parte dessa grande e amorosa família (choro coletivo) ...
Logicamente que isso não aconteceu, mas bem que poderia... Os policias pediram para que meu pai fosse com eles para fazer um boletim de ocorrência na delegacia, depois que saiu de lá, passou numa das poucas lojas abertas e comprou uma “miniatura minúscula” de árvore, colocou-a no mesmo lugar que a outra fenomenal estava, mas não nos animou muito.
A tarde o Fêh, o Henrique e eu saímos para dar uma passeada, caminhar, distrair daquela fatalidade, sei lá, não dava para ficar em casa passando pela sala e vendo aquela arvorezinha ridícula, a qual nem se comparava as folhas gigantes da antiga. Enquanto andávamos pela calçada, uma enorme coincidência ocorreu, falávamos da árvore, quando de repente estava ela ali numa ruela do lado de uma padaria, num latão de lixo, ficamos olhando um para a cara do outro sem saber o que fazer ou o que falar, enfim resolvemos perguntar ao padeiro se ele sabia quem a tinha posto ali, não sabia nem tinha visto que estava ali, chamamos a policia pelo celular e esperamos por lá mesmo, vai que roubam de novo, melhor ficar por perto, pensamos. Os policias olharam pelas redondezas, perguntaram a alguns moradores, mas nada sabiam ou tinham visto, com a ajuda do carro dos policias e eles próprios, levamos de volta nossa árvore, que não estava em tão péssima condição, na verdade parecia ter sido muito bem tratada na viajem que deu sabe se lá por onde.
Depois de colocarmos ela de volta e agradecer aos policias, estes continuariam investigando o caso, ficamos tentando achar qualquer pista que fosse na árvore, a qual explicasse com alguma pista por aonde andou nossa árvore de natal, mas nada encontramos, fiquei ainda por um tempo questionando se um dia descobriríamos o que aconteceu.
Bom, apesar desse troço estranho que ocorreu o natal continua, o Gustavo e eu a pedido de uma das nossas tias fomos comprar uma manjedoura de montar em casa, dessas que vem em caixa. Vimos uma em uma loja, dentro do shopping, montada, imensa e muito bonita tinha de ser aquela, quando a levamos pra casa era mais quem queria montar, o restante da tarde ficamos montando, quase viramos a noite, mas valeu a pena, ficou maravilhosamente linda de espetacular, sério!
Depois do jantar, todos foram pra cama, sabe que só agora percebi uma coisa, faz um tempo que eu durmo tão bem e nem ligo pros roncos horríveis do Akaya, acho que é a fadiga do dia.
23 de dezembro, um dia para o natal, nesse dia até que foi tudo mais calmo e tranquilo, mas lógico que eu não estaria falando dele se não tivesse acontecido uma desgraça, afinal o nome da estória é Minha Droga De Vida, então já é de se esperar que aconteça algo de errado.
Dessa vez foi por causa do Davy, gente vocês nem imaginam o que o pessoal queria fazer com ele, certo vou começar do inicio – lógico, né? –, como não tinha nada de importante pro pessoal fazer, a maior parte deles inclusive eu estava assistindo TV, um filme de ficção, melhor do que ação e drama, já que quem tinha esse filme era o Henrique e sabemos todos que ele adora de paixão esses filmes de ação, porrada como ele diz, ou ele aceitava assistirmos o de ficção ou nenhum dos outros, já que não somos todos que gostamos destes filmes que ele gosta na família. O Davy medroso como sempre ficou com medinho de algumas cenas de sangue, cortando os braços, pescoços e outras coisas no filme, então ele e o Akaya, que é outro medroso, foram fazer outra coisa, mas não sei o que inventaram, mas estavam próximos da manjedoura.
No meio do filme ouvimos um estrondo de coisa quebrando e alguém gritando, corremos para ver o que era, lógico que fui na calma sem pressa, chegamos La e nos deparamos com a manjedoura partida no meio e o Davy em cima, só posso confirmar que ele ainda está vivo porque a tia Julieta não nos deixou matar ele, mas levou-o pra casa onde ficaria um bom tempo de castigo. O jeito foi consertar as partes que ainda estavam inteiras, a nossa vontade era quebrar cada pedaço da manjedoura nas cabeças do Davy e do Akaya, estávamos quase chorando de tanto desgosto, o indiscreto do Frank ainda pôs uma música triste para tocar. Quando terminamos de consertá-la, não era mais a mesma, perdeu o seu brilho, a sua magnitude, a sua dignidade...
Há noite, bom ou mau, eu tinha que cumprir uma promessa que fiz a mim mesmo, dar um jeito no Akaya. A Brenda e eu tivemos uma ideia maligna, a qual poríamos em ação naquela noite mesmo.

Depois que o Akaya dormiu, sabíamos que ele tem sono pesado, a Brenda desceu e pegou um carrinho de brinquedos que era do Felipinho, botamos o Akaya dentro, com o sono pesado que tem até se ajeitou dentro, levamos ele pro banheiro lá mesmo de cima e o colocamos na... não vou contar só direi quando acontecer tudo conforme o plano no dia seguinte. Aquela noite foi a mais tranquila que já passamos.

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