Minha droga De Vida- Especial de Natal 1

Minha droga

De Vida

Droga de Natal
19 de dezembro de 2014 falta cinco dias para o natal. E o pessoal aqui em casa já está quase louco, e vai pra lá e vem pra cá, isso tentando arrumar tudo para que não falte nada pra ceia de natal. A Nina, o Fêh, o Davy e Eu ficamos pelos sofás da sala mesmo, deitados, como quem não tem nada para fazer – Não que não tenha! –. Já até perdi a conta de quantas vezes minha mãe pediu para ajudarmos, meu pai foi comprar a árvore de natal “como ainda é manhã tem pouca gente na loja de árvores”, isto é o que ele diz. Alguns dos meus tios já estão chegando.
A mãe do Davy foi a primeira a chegar, mas isso é lógico já que eles moram na outra rua atrás da nossa. Ela é quem está ajudando a minha mãe. Lembrei-me repentinamente e não casualmente ainda quando assistia TV que meu pai havia pedido, ou melhor, me mandou buscar minhas tias, Nely e Beth, no aeroporto ás 11h. Porém eu esqueci e já era umas 11h30m, saí correndo, arrumei-me de qualquer jeito, puxei o Davy pra ir comigo, pegamos um taxi e, enfim, fomos o mais rápido possível pro aeroporto.
No aeroporto estavam me esperando, prontas para dar aquela bronca, diziam já estar indo sozinhas se demorasse mais um pouco, durante toda a volta com elas foi aquela chateação até chegar em casa, ainda reclamavam e eu – Pobre de mim! – pedindo desculpas. O único momento que se calaram foi quando eu me lembrei de falar para uma delas ir buscar os meus avôs, pais delas, quem ficou de ir foi a tia Nely, e a tia Beth quis ficar ajudando na cozinha, assim que chegamos em casa.
Tia Nely tem aquela cara de Baronesa falida. Vive com uma camisa xadrez, a qual nunca sei se é a mesma ou se ela tem varias do mesmo tipo. Já a tia Beth é metida a moderna, sempre com roupas caras e despojadas. Ela adora uma roupa rosa claro, alguma coisa me diz que isso não ajudou nos quarenta e tantos anos dela de solteira...
¾   Vai buscar minha irmã com o Fêh filho! – gritou minha mãe da cozinha, é pelo visto eu fiquei com essa tarefa, não que eu a queira, mas não se pode ceder uma vez que já vale para várias!
¾   Eu de novo mãe?
¾   É lógico! E pega também a tua avó no caminho de lá...
Eu fui, com raiva porque outro poderia ir no meu lugar ou até mesmo o Fêh sozinho, mas não Eu. Pra minha sorte na casa da vovó já estavam o meu tio Fabrício com a turma dele, a esposa Akharramy e os dois filhos Akaya e o Kayo. Um tem 14 anos e o outro tem 12. Faltava só a tia Lucia, ela é divorciada, então o tio Carlos não vem, mas veio os meus primos, filhos dela, que são Álex e a Brenda, ela tem 12 anos e ele 15.
Pra deixar mais fácil de compreender vou fazer uma tabela com os nomes dos meus tios(as), para vocês saberem quem são de uma vez – talvez porque nem eu estou entendo o que falo/escrevo. Menos é claro a tia Lucia e o tio Fabrício que eu já disse de quem estão acompanhados.
Tios(as)
Esposos(as)
Filhos (meus primos) [idades]
Nely
Não tem. Divorciou depois de três anos de casamento e ficou com os filhos, porque o cara fugiu.
Gustavo e o Henrique[12 e 13]
Beth
Não tem. O dela morreu, ataque cardíaco. Ele era gordo e preguiçoso, mas deixou um bom dinheiro pra ela.
Frank, Julia e Felipe [16,11 e 05]
Julieta
Não tem. Essa aí era meio desviada na vida.
Davy [10]

O Álex, a Brenda, o Fêh, o Kayo, o Akaya e Eu ficamos conversando um bom tempo dentro do nosso taxi enquanto nossos tios e pais de alguns também conversavam no outro taxi em direção a minha casa – Caramba! Quanta gente! –. Do que mais falávamos era do nome do Akaya, mas isso não seria culpa nossa, ficar brincando com o nome dele, é culpa da mãe dele que pôs esse.
Assim que chegamos, logo alguém surgiu pra pedir que fizesse alguma coisa ou fosse de novo buscar alguém – Escolheram esse dia pra pegar no meu pé! –, faz isso, faz aquilo, pega isso, traz aquilo – Ah CHEGA! –. Finalmente encontrei um lugar que ninguém me acharia, o porão, lá tinha uma cama e eu poderia ficar deitado. Parecia o lugar perfeito como pensei, joguei-me naquela cama e por ali fiquei. Mesmo que a poeira pudesse me matar de alergia era o melhor lugar do mundo, mesmo que um rato ou bicho estranho como o da estante velha que vi outro dia me mordesse e eu morresse de uma doença desconhecida, era um bom lugar.
Nem percebi quando adormeci. O pessoal logo começou a me chamar e procurar, mas como eu disse “Era o lugar perfeito”. Aí vocês se perguntam “como assim ‘era’?”, pois é, o único que teve a coragem de permanecer me procurando mesmo depois de todos desistirem foi o Davy. Este que tanto me persegue há tempos.
O que fez ele me procurar sem desistir foi o meu pai, que quando chegou logo perguntou “Onde ta o Levy?”, e o pessoal disse não saber, mas o Davy curioso pra saber por que ele me procurava, perguntou “Pra quê o senhor quer saber?”, ele respondeu que era pra esfregar na minha cara que ele conseguira comprar a árvore e a loja não estava fechada. Só eu tive a audácia de questionar as “habilidades” do meu pai de premonição, quanto a onde tem algo que ele quer comprar.
Então, como eu disse anteriormente, que “era” o lugar perfeito, o que eu quis dizer com isso foi que o único a permanecer me procurando até encontrar, foi ele... Quem?... O Davy. Mas por incrível que possa parecer, ele me achou sem querer. Minha mãe aproveitou para pedir que ele também procurasse os pisca-piscas, aí foi a minha desgraça, ela revelou que os tais estavam no porão. Chegou lá e logo deu de cara comigo dormindo como pedra naquela cama mofada que antes fora do Fêh, ele amava aquela coisa... na verdade acho que ele ama tudo e qualquer lugar que ele possa desmaiar e como ele diz “tirar um ronco”.
¾   LEVY, LEVY! Acorda estão todos te procurando – disse a peste no meu ouvido sussurrando.
¾   Deixa-me em paz! – falei todo molenga de sono.
¾   ELE TÁ AQUI GENTE! – gritou o filho da mãe.
¾   SAI FORA DAQUI SEU PORCARIA! – avisei pra não estrangular o meu “querido” primo.
Bom, ou mau, eu não tinha mais o que fazer, ele me denunciou, voltar a dormir não podia. Mas fui salvo por um detalhe, o qual eu não tinha percebido... já estava noite e não tinha mais o que fazer. Quando saí do porão que notei, o pessoal estava pela casa deitado, sentado ou jogados conversando, alguns em quartos outros na sala e também pela cozinha. Por que estavam assim, acho que alguns eram por terem ajudado, outros pela longa viagem e uma maior parte pela mais pura e completa preguiça, acreditem disso eu sei como é, então também sei reconhecer quando vejo.
O pessoal mais velho, os quais eram os meus pais e os irmãos e irmãs, decidiam onde ficariam afinal não ia caber todo aquele povo em casa. Então decidiram assim: a tia Beth com os filhos e a tia Nely também com os filhos, foram para a casada tia Julieta. O tio Fabrício e a Akahamy com os filhos Akaya e o Kayo mais a tia Lucia, com o Alex e a Brenda, ficaram lá em casa mesmo.
A noite estava apenas começando pra mim, o Fêh e eu queríamos tomar um sorvete, então fomos pedir dinheiro pro papai, não que sejamos espertinhos ou safados mesmo, mas também fomos pedir dinheiro pra nossa mãe. Não contávamos era que ela mandasse a gente levar nossos primos, pelo menos os que quisessem ir – Droga! – mas era o jeito. Quem quis ir foram o Gustavo, a Julia (Jú, como chamamos), o Kaio, o Álex e o chato do Davy, não que eu tenha convidado, mas ele acabou descobrindo que a gente ia – Aposto como foi a minha mãe que falou pra ele, acho até que é ela quem apóia ele a ficar me seguindo pra todos os lados, só para saber o que eu ando fazendo por ai, não que seja coisas erradas, coisa de mãe mesmo... eu acho.
Como era muita gente, decidimos ir no shopping, o qual é próximo de casa. Vimos um filme, comemos e por ultimo o sorvete, e sim isso significa que nossos pais nos deram bastante dinheiro, mas isso porque não era só a gente, o Fêh e eu, senão iam dar uma “miserre”, como sempre fazem, deram muito só para agradar os sobrinhos e não os filhos, – Que tipo de pais são esses meu Deus? –, a narração tem uma breve interrupção pela Nina que escreve – Normais seu burro, todos os pais são assim!! –, Levy volta a sua narração respondendo a Nina sua irmã – Hey! eu pedi que Deus respondesse e não tu sua doida perturbada!! –, novamente é interrompida por Nina – Cala boca e vê se conta direito essa história!! –, ele volta ao domínio da história – Oras a história é minha, eu conto o que eu quiser, ou tu não percebeste que ainda não falei nada de ti? –, Nina toma a história novamente e escreve – E eu com isso, não queria ficar nessa coisa ridícula mesmo, minha beleza é demais pra essa tua historinha –, ele re-retoma a sua história, e ela não volta a interromper.
No caminho de volta passamos logo pela casa do Davy e os outros que iam ficar lá, já estavam por ali nossas tias. Seguimos então direto pra casa. Aí, vocês perceberam que só tinha uma menina entre nós? pois é depois eu conto por que ela prefere sair mais com os primos do que com as primas.
Chegando em casa foi cada um pro seu canto, eu passei primeiro na cozinha antes de ir pro meu quarto – Que foi, vocês tão pensando o que, que eu não paro de comer e devo ser gordo, pois muito pelo contrário, a parte do gordo é claro! Mas sim eu não paro de comer, deve ser a idade –, quando fui pro meu quarto, a surpresa, Akaya e a Brenda tomando posse da minha TV e de todo o resto, afinal dormiriam ali comigo. Mas de uma coisa eu sei, não se tem mais privacidade nesse mundo, nem me pediram, isso se chama família, as pessoas pensam que só porque são da família tem essa folga, mas fazer o que expulsá-los dali? Não, minha decência não me deixaria.
Passei pela sala, mas meus pais conversavam com meus tios, no quarto dele estavam o Álex e o Kayo, foram mais rápidos que eu. Até pensei no quarto do Fêh, como sempre aquele egoísta me expulsou, o único quarto que não tinha muita gente era o da Nina, passei por lá, ela estava deitada assistindo um programa, que eu também gostava, perguntei se poderia ficar por ali, não negou. Ás 11h05m saí de lá pro meu quarto, Akaya já dormia e a Brenda tentava, mas era meio difícil com os roncos do Akaya. Foi uma noite difícil, parecia não acabar, era 01h36m nós não tiramos nem um cochilo, então nós decidimos “se nós não dormimos ele também não!”, pegamos os travesseiros e jogamos nele até que acordasse, toda vez que ia dormir de novo nós começávamos de novo a jogar os travesseiros, de tanto cansaço, dormimos que nem ouvimos mais nada, isso é que é ser vencido pelo cansaço!
Continua
W.P. Lobo

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