Heart Attack, Season II, Episodio III
Capitulo III
Preludio Assassino
Violet agachou-se e pegou nos joelhos
dos garotos. Não havia problema estar naquela posição, estava de short jeans. É
claro que ela conseguiu atrair a atenção de alguns homens, mesmo de longe os safados não a deixavam em paz. Fitou os
meninos com seus profundos olhos verde-escuros. Então direcionou a cabeça
apenas para Joe.
¾ Está tudo bem? –
perguntou tranquila, sua voz mostrava apenas preocupação por eles. Ou seria outra coisa.
¾ Claro! –
respondeu Andrew com a voz quase sumindo num sussurro.
¾ Então está na
hora do próximo passo, Heattack. – afirmou Violet, suas feições eram sérias.
Os garotos
responderam com um largo sorriso. Elizabeth começou a chorar.
Violet
levantou a cabeça, virou-se e avistou dois sacos de defuntos sendo carregados
para fora da casa. Ali estavam John e Serena, ou o que restara deles. Neste
instante, Violet sorrateiramente aproximou-se do chefe da investigação.
Duas velhas
de cabeça branca e corpo enrugado, até mesmo fora do peso comentavam sobre o
incidente. Estavam atrás do bloqueio feito pela policia.
¾
Então foram encontrados dois corpos
estraçalhados... – disse a da direita com uma expressão abismada – meu deus...
¾
E não foi só isso – começou a da esquerda, tão
gorda quanto à outra –, dizem que se mataram numa espécie de ritual satânico! –
revelou a velha fofoqueira um tanto sobressaltada.
¾
Agora aquelas pobres crianças que pagarão pela
idiotice dos pais – lamuriou-se a da direita, provavelmente induzida por uma
forte ética religiosa –, com certeza serão levados a alguma instituição de
menores ou orfanato. Fiquei sabendo que eles não têm outros parentes.
¾
É, mas eu já fiquei sabendo que uma jovem
ficará encarregada pela guarda dessas crianças – informou a que parecia um
pouco menos fanática.
Outro vento gélido atravessou a rua,
ainda mais forte do que aquela breve brisa. Moveu diversas folhas formando um
pequeno redemoinho atrás de Andrew e Joe que ainda tinha no colo Elizabeth.
Os irmãos observavam aquela casa que um
dia pode ser chamada de lar.
Entre os cochichos e as gritarias
destacava-se o choro de Elizabeth. As lagrimas escorriam pelas bochechas
rosadas. O vento carregou aquele choro até os ouvidos mais distantes. Era tão infantil. Era tão inocente. Era
tão amedrontado.
No segundo andar da casa viam-se
nitidamente as marcas das mãos de Andrew na vidraça da janela. O clima frio
acentuou as marcas num entorno de umidade. Parecia que ainda havia alguém ali. Observando...
Continua...



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