Minha droga De Vida- Especial de Natal 2-3

Droga de Natal

20 de dezembro, faltam quatro dias pro natal. Hora do café da manhã, pensa na monte de gente doida de fome, pedindo isso, aquilo, passa esse ai traz pra mim. Um falatório que não dá para ouvir os próprios pensamentos, quanto mais ouvir alguém. Depois o pessoal se dividiu de novo pela casa, a maior parte na sala, queriam conversar sobre coisas do passado que eu não ligo nem um pouco. Minha mãe pediu que eu comprasse uns enfeites pra frente da casa, pois os que tinha não iam dá pra toda a frente. Quando voltei, meus primos e eu ficamos ajeitando colocando, até que não ficou ruim, demos uma pausa pro almoço, depois colocamos os que faltavam, quando acabamos não tinha mais o que fazer, até porque o pessoal da minha família tem o costume de dormir à tarde – À tarde tava um saco! –, a melhor coisa do dia foi ligar tudo à noite, entre erros e acertos até que ficou bom, ainda tocava uma musiqueta de natal em meio aos enfeites de lampada pequeninas, cuja gente não se lembrava de onde vinha, mesmo sendo nós que montamos. Sem esquecer é claro, que o povinho perturbando e descuidado quebraram muitas lâmpadas, desmancharam a guirlanda que era feita de bombons, os quais eles comeram.
O pessoal estava cansado, esgotado, acabado, arrasado, detonado, só restavam-nos as camas. Todos dormiam bem, menos eu é claro, a vida gosta de me castigar, não sei pelo que, mais tenho certeza que gosta. Aé! E a Brenda também, então eu não estou só – Caramba! Eu tenho que dar um jeito nele (pensei) –, querendo matar sufocado o Akaya durante a noite, consegui dormir. O dia não foi muito interessante.
21 de dezembro, faltam três dias para... na hora do café decidimos que íamos enfeitar a árvore de natal, mas precisaríamos de enfeites, minha mãe deu o dinheiro. Nós fizemos uma competiçãozinha só pra animar o pessoal, dividimo-nos em dois grupos, isso ajudaria também a comprar diversos enfeites diferentes. Ganharia a o jogo, aqueles que conseguissem mais enfeites e não poderiam ser iguais. Também tinham as regras:
1.     Não podia entrar na mesma loja que o outro grupo já entrou.
2.     Não podia repetir enfeites.
3.     Só podíamos nos comunicar pelo celular.
4.     Não contar pro outro grupo o que já comprou.
Se cometessem qualquer uma dessas coisas, estaria fora o grupo inteiro, ganhado o outro de imediato – Que foi? Nós somos muitos organizados e justos –, os grupos eram estes dois abaixo:
Equipe azul- aquária
Equipe vermelha- fênix
Eu, líder
Nina, líder
Davy
Julia
Kayo
Frank
Henrique
Akaya
Brenda
Álex
Fêh
Gustavo
Algumas coisas foram meio que decididas em meio a discussões, por exemplo, a Nina não queria deixar mais ninguém ser líder, o Gustavo não queria nenhum dos dois grupos, então como disse, ficou no menos pior, o Filipe era pequeno demais pra qualquer um dos grupos, então nem participou.
Ás 10h00m nós saímos, cada grupo pro seu lado. O meu grupo como é o mais importante, lógico que vou comentar mais sobre o que fizemos – Mais importante? Até parece seu perdedor, vê se conta logo como eu... –, Nina interrompe a história, – Sua besta, vê se não estraga a história –,volta Levy ao comando, Nina interrompe novamente – Melhor contar agora, depois vai ser mais humilhante –, volta de novo ao comando da história.
Depois das interrupções, posso enfim voltar a contar, meu grupo foi ao shopping primeiro, lá tem mais lojas, entramos na primeira, mas não tinha muita coisa conseguimos uns três enfeites legais, na segunda loja tivemos menos sorte ainda, não compramos nada, na terceira até que conseguimos mais, uns oito. Não contávamos em dar d frente com o grupo da Nina, bom isso não estava nos planos, foi inesperado, então nenhum, grupo perdeu pontos. Eles tinham bem mais enfeites que a gente, duas sacolas cheias e nós, pobres coitados, uma pela metade, foram embora rindo da nossa cara.
Depois de entrarmos em oito lojas, só tínhamos vinte enfeites pequenos, mas bonitos. O outro grupo já tinha entrado e doze lojas, tinham um pouco mais que a gente, Nina estava doida, já tinha separado todo o grupo dela para procurarem mais rápido.
O jogo estava acabando, era 15h2m, o jogo acabava ás 16h00, só tinhamos vinte e cinco, Nina tinha vinte e nove. Demos uma pequena pausa para lanchar, como também combinamos, se um grupo parasse para comer o outro também parava, ficaram em uma pizzaria e nós em outra, eles cantavam vitória do outro lado.
16h00m, o jogo acabou e todos fomos pra casa. Adivinhem quem ganhou, não fui eu, claro, a vida não dá sorte pro meu lado, eu poderia viver em paz se tivesse perdido por uma grande diferença, mas não perdi por um. Depois arrumamos a árvore, ela ficou linda, couberam quase todos os enfeites, ficou bem exagerada, mas exagero é típico na minha família.

Vocês acham que eu tenho palavras para dizer o quão cansados estávamos, veremos, estávamos cansado, acabado, arrasados, detonados, no fim da vida, destruídos, finalizados, sem força, é estávamos cansados, mas foi proveitoso aquele dia. Dormi no meu quarto, que nem ligue pros roncos horrivelmente altos do Akaya. Ainda tive que agüentar a Nina gritando do lado do meu quarto “PERDEDOR! PERDEU FRACOTE!”, ela é uma péssima ganhadora, é capaz de fazer isso por semanas.

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