Fênix Ao Resgate XII
Capitulo XII
O
Coração da Armadura
Samantha
explicou detalhadamente como funcionava cada uma daquelas coisas que entregou
ao garoto. Estevan, enquanto isso, passava o dedo indicador em cima das
cabecinhas de tinta que andavam pelo mapa, foi então que o gato-brinco mexeu-se
e produziu chiados dentro do seu ouvido. Logo as vozes ficaram nítidas. Ele observou melhor e notou... O ponto onde
colocava o dedo estava próximo a outro, eram dois soldados, ou seja la o que
for, conversando. Que coisa sinistra...
Onde está a privacidade?
¾
Isso é realmente muito útil... – disse Estevan sem nem mesmo
olhar para Samantha que saltitava de alegria.
¾
O lado negativo, como sempre há um, é que apenas um de nós
pode usá-lo. O que nos leva a pensar que não podemos nos separar depois de
entrar no castelo.
¾
Não se preocupe com isso, aposto como David e Marie tem
alguma coisa preparada caso precisemos nos separar... Aqueles dois tem mania de
destruição...
Samantha
não entendeu direito o que o menino quis dizer com “mania de destruição”, mas
ficou mais tranquila ao ouvi-lo dizer que não era problema, pra eles é claro. Ela ainda não acreditava que os havia
encontrado, parecia algo surpreendente, estava prestes a desistir de tudo e
agora lhe vieram com uma nova chance. O que um exército não faria eles em
poucos minutos nem duvidaram do êxito da missão. Eram ousados, eram destemidos e sim, eram Muito Poderosos; mais do que
imaginavam ser...
¾
Diga-me uma coisa Samantha, desde que cheguei suspeito que
você saiba mais do que aparenta, mas quero que responda apenas uma coisa: a
armadura do soldado de ferro, é um encanto?
¾
Sim.
¾
Isso muito me agrada. – Estevan sorrira – então ela deve
possuir algum ponto fraco, algo que a magia não possa ter encoberto por ser um
pedaço da realidade e não do misticismo, certo?
¾
Você tem razão. – Samantha ponderava suas palavras,
obviamente escondia algo – contudo o segredo não é a armadura, mas o que a
produziu. A matéria prima, o objeto que fora encantado para forma-la. Posso
dizer de outra forma, o coração.
¾
Devo concluir que, para que a armadura seja infalível ou
imbatível é porque o tal coração não está nela. – Samantha espantara-se com o
raciocínio rápido do garoto, ele estava certo, ela aquiesceu. Ele sentara-se
numa cadeira ao lado daquela mesinha no canto do cubículo-sala. Samantha sentou
num sofá mais a frente, de frente pro garoto. A cadeira era bem confortável,
feita de algum material acolchoado parecido com o do sofá; mas ele nunca vira
aquilo antes.
¾
Além disso, esse coração está muito bem protegido nos
confins das entranhas do castelo sendo vigiado constantemente. Está num lugar
abaixo do castelo, uma masmorra de granito puro. Só um feitiço especifico pode
abrir o local. – disse a bruxa um tanto desanimada.
Com
o que dissera Samantha, Estevan se animou. Mal esperava para que os irmãos
chegassem com mais informações. Ele notou que os diversos pontos-soldados que
caminhavam em vigília no fundo do castelo, onde ficava a tal masmorra, não
falavam nada. Deveriam ser tão bem preparados que não tinham nem permissão para
falar, pois isso comprometeria a missão de guardar a relíquia que destruiria o soldado
de ferro.
Sosy
correra por toda mansão procurando por Samantha, logo concluíra que ela estava
mais uma vez naquele cubículo sinistro, o qual ele nunca tivera coragem de
entrar. Desestimulado resolvera ir para aquele seu canto atrás da mansão,
aquele onde ficava a grande pedra
onde ele e o pai um dia brincaram juntos. Antes daquele dia em que de repente
apareceram os encapuzados e chamaram Dalton para um canto longe do filho.
Depois daquele dia e daquela conversa, Sosy nunca mais vira o pai...
Agora
lhe restava as lembranças infantis e melancólicas de momentos alegres. De brincadeiras
sem sentido, mas que aproximavam Dalton de Sosy. Como ele era alto, como ele era sorridente... Nos olhos de Sosy
apareciam lagrimas e um brilho de saudades, a falta do pai era descomunal. Será que um dia ele vai voltar... Algo
lhe dizia que sim, no entanto não seria da forma que o menino esperava. Sosy sentou-se
em cima da rocha que teria meio metro de altura e cobertura plana cintilante...
As estrelas dançavam em brilhos e tamanhos distintos no céu, aquela lua parecia
estar maior do que o de sempre.
Continua



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