Fênix Ao Resgate XIII
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Capitulo XIII
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Aquele
lagarto esquelético caminhava sorrateiramente pelas pedras da muralha, tão
pequeno e ridículo perto daquela estrutura imponente. Seu corpo magrelo e seco,
a pele grosseira, seu tamanho era mais ou menos uns 40 cm, bicho repugnante; não passaria desta noite caso não encontrasse algum
outro animal menor como moscas ou outros insetos para comer. Ele passeou em
círculos patéticos até cair no chão, jocosamente tentava se levantar e tomar de
volta seu lugar no muro, mas era inútil seus esforços. Algumas formigas de
quase um centímetro o pegaram, ele até tentou se esquivar, no entanto eram
muitas e rápidas. A peste imunda fora levada pelas ainda mais asquerosas
formigas, ele morrera durante o caminho quando as criaturas furaram seu pescoço
e algumas entraram em seu corpo – claro que as menores. O formigueiro tinha uma
erupção na superfície por onde enfiaram o lagarto. Elas comeriam bem aquela
noite, ao contrário daquele infeliz e inoportuno animal.
A
estrutura de gelo solidamente firme adentrou no buraco de um formigueiro, David
e Marie esperavam os resultados. Foi aí que David percebera algo que assustaria
tanto ele quanto a brava Marie. O menino estava com o rosto pálido de susto. Seja
la o que havia ali embaixo o tinha perturbado.
¾
Diz logo! – gritou Marie.
¾
É uma cúpula... – sussurrou David, seus olhos fixavam no
buraco no chão.
¾
Como assim?
¾
A muralha não está somente aos arredores, de alguma maneira
também percorre o chão... é impossível, normalmente, entrar sem ser visto, Rie!
Se formos pelo céu, seremos vistos e se formos pelo portão de entrada também. E
não podemos esquecer que na frente estará com certeza repleto de guardas! –
Disse o garoto nervoso, sempre chamava Marie de Rie quando estava nervoso. Isso sempre, por alguma razão, era
reconfortante para Ela quando o ouvia falando com aquela voz mais infantilizada
do que a dela e do jeito carinhoso e gentil dele. Ela sabia que ele precisava
de direção, senão piraria!
¾
Então vamos embora! – Marie disse, mais para acalmar ele
antes de um surto do que porque realmente queria... não que ainda houvesse alguma coisa para fazer ali. – espero que o
Estevan tenha conseguido alguma coisa mais produtiva do que nós. Senão vai ser
na paulada mesmo!
David
a fitou e sorriu, ela era a única capaz de tirá-lo daquele momento eufórico, ou
melhor, de não deixa-lo entrar no momento de surto. Então seguiram de volta à
escuridão entre as casas, quando chegaram numa distância suficiente para não serem
notados David fez novamente uma plataforma congelada e Marie os ergueu. Claro que
ambos estavam cansados de circular futilmente a fortaleza do Soldado de Ferro,
seus corpos pediam uma noite boa de sono e descanso. Logo perto da mansão de
Samantha, Marie não aguentou mais e simplesmente teve um leve desmaio
fazendo-os desabar rumo ao chão.
Aquela
pedra estupida não passava de uma porcaria de lembrança de um passado que só
machucava. Como ele pudera deixa-lo? Sosy
lastimava-se com recordações que outrora ele acreditara fazê-lo feliz. Saiu dos
fundos da casa e partiu correndo pelo lado direito chutando qualquer porcaria que
estivesse no meio; inútil, inútil, inútil,
inútil, todos inúteis!! Ele não
estava mais chorando, a tristeza transformara-se em raiva. Não eram as pedras,
ou folhas, ou galhos, ou a terra que eram inúteis, Sosy sabia disso, mas
precisava culpar alguém que não fosse somente ele. Aquele dia, maldito seja!
Seus
olhos pararam encantados e amedrontados ao mesmo tempo, todo aquele sentimento
amargo sumira. O medo se fora e ficara a empolgação. Sosy viu ao chegar na
frente da mansão uma enorme armação feita de gelo, parecia um escorregador de
um parque aquático; e esse era enormemente perfeito e divertidíssimo. Dessa coisa
descia Marie adormecida e David indiferente. A coisa-escorregador dava voltas e
voltas com os dois até quando chegassem no chão, provavelmente era para aliviar
a queda e fazê-los chegar seguros no chão. Esse negócio teria o que, uns 15 metros? Assim que tocaram no chão
a armação se desfez em água.
David
carregava para próximo de Sosy pasmo uma Marie quase desacordada em seu ombro. Ele
quase caíra umas três vezes por causa da altura e peso da irmã. Sosy o esperou
chegar, tinha de fazer uma pergunta importantíssima se não ele não conseguiria
dormir naquela noite.
¾
Qualquer dia eu quero brincar num negócio desses com vocês! –
disse o menininho empolgado.
¾
Disse bem, qualquer dia, qualquer OUTRO dia. – falou David
em meio a um bocejo e mais um tropeço. – ainda bem que existem muitos lençóis freáticos
por aqui. – terminou o menino de comentar, ele sabia que Sosy não entenderia e
ele não explicaria (pelo menos não naquela noite), contudo era apenas um breve comentário
de alivio seu.
Sosy
correu na frente deles e abriu a porta de entrada da casa. Os esperou entrar e
a fechou num resvalado rápido. Os perseguiu até quando sentaram no sofá em L da
sala de estar. Marie acomodou-se ali mesmo e dormiu de vez, David jogou a
cabeça para trás e sentiu mais um bocejo vindo, mas não bocejou. Sosy sentara-se
na poltrona branca e os observava atentamente... isso é muito mais interessante do que aquela pedra besta...
Continua
(Últimos episódios da temporada)
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