Paranormal City 8º Episódio - Prelúdio Abstrato
8 Prelúdio Abstrato
A
vida de quem vive uma rotina é entediante, porém é bem “organizada”, a
monotonia da vida de Nicholas é tão chata quanto ele. Todos os dias as mesmas
coisas... Acordar, tomar banho, fazer a higienização, descer as escadas de sua,
na modesta, casa, seguir para a cozinha e preparar o café da manhã, hoje, seria
mais uma vez, frutas, suco, pão francês e torrada integral com queijo, Nick,
não se permitia trocar o cardápio, pois sua mãe preparava o mesmo quando ele
era pequeno.
Mais
um dia de trabalho. Enfrentar o trânsito de Whichita era moleza para Nicholas
que sempre fora calmo, uma pessoa poderia ser assassinada do lado de Nick, que
ele nem ao menos ligaria, ou ficaria estressado, a tranquilidade era peculiar a
Nicholas. Isso às vezes causava certo receio nas outras pessoas, pois estas o
consideram um tolo, mas a profissão de Nicholas condiz com a calmaria, pois,
acredito que para ser psiquiatra a paciência deve ser fundamental, além de ser
a ferramenta principal de trabalho para os psiquiatras. Ao se aproximar do
Hospital de Psiquiatria de Wichita, cujo pertencia ao seu pai, na verdade, o
hospital estava na família há anos. Percebe uma mulher saindo de dentro de um
Jeep , acompanhada por um rapaz, a roupa daquela mulher era inapropriada para
andar na rua, ou simplesmente sair, afinal se tratava de um pijama, Nicholas,
tinha certeza de que se tratara de mais uma paciente, como de costume, de
dentro do seu carro, faz uma oração pedindo a Deus compaixão pela vida da tal
desconhecida, no entanto, Nicholas, não sabia que aquela mulher ou a razão dela
estar ali, mudaria totalmente sua vida pacata e quase sem “diversões”.
Entrando
em sua sala, a secretaria estava esperando-o com uma xicara de café preto.
¾ Tomei
a liberdade de trazer o café pro Sr. Tudo bem? – a secretaria estava bem
assanhada, pois suas roupas eram bem justas.
¾ Obrigado
Sansa, mas já tomei café. – Nicolas rapidamente cortou o barato da atirada.
Sansa
sempre tivera uma queda por Nicolas, quando não estava no horário de trabalho,
investia na conquista, um dos motivos dela estar ali, era o fato de Nick tê-la
chamado, ele a conheceu em um restaurante de comida chinesa, porém detestava a
comida chinesa, mas tinha aceitado o convite de um amigo. A cultura chinesa e
japonesa não o agradava, sempre dizia que tanto “os japas” quanto os chineses
são sem graça, por serem todos iguais, na verdade, na cabeça de Nicholas, todos
os chineses, japoneses, coreanos e seja lá o que for do Oriente são tudo igual
– Quase que um pensamento Universal. A verdade é só uma, os japoneses, chineses
etc, são diferentes em tudo e parecidos em quase nada, apenas semelhanças, mas
as culturas são divergentes, os valores sociais, costumes, enfim, este
pensamento que todos os asiáticos são iguais é fruto da ignorância descabida do
ser humano, cujo é incapaz de procurar conhecimento.
A
secretaria que é também recepcionista volta para seu posto, logo na entrada do
prédio, e recepciona a entrada da mulher, até então desconhecida, no Hospital.
¾ Bom
dia, posso ajuda-los?
¾ Sim,
esta senhora encontra-se em um estado de choque! – esperneava o rapaz.
¾ Só
um momento. - Sansa pega o telefone e chama uma enfermeira.
¾ Como
ela se chama?
¾ Raissa.
¾ Nome
completo, por favor...
¾ Raissa
Nova Moraes.
¾ Certo.
Estou fazendo o cadastro dela. Ela será internada? Ou só será feita uma
avaliação?
¾ Não
sei. Só quero que ajude ela. – o rapaz estava bastante preocupado, desnorteado
é a palavra.
¾ Faremos
o possível, já chamei a enfermeira e ela a levará para ser avaliada. Como é o
seu nome?
¾ Cobi.
¾ Sério
que esse é o seu nome? – Sansa sempre fora uma recepcionista antipática, mas
sempre dava um jeito de não ser demitida.
¾ Desculpa,
é Jackobson Hudson Dantes, é que meus amigos me chamam assim, por causa da
ênfase no meio do nome “Ckob”.
¾ Então
tá né, se estas dizendo... E o que a paciente é pra você? Parente?
¾ Sim,
minha tia.
¾ Tudo
bem, pronto.
A
enfermeira veio buscar Raissa, que em todo o instante da entrevista, estava
sentada no banco, fitando um quadro na parede, este era meio abstrato,
tratava-se de borrões de tinta, em azul e verde, porém havia uma figura ao lado
do rabiscado de tinta, assemelhava-se a um bebê. Quando a enfermeira a
perguntou o que estava observando, Raissa não responde, apenas olhava-o com
extrema atenção. Em uma cadeira de rodas a levam para um das salas, o rapaz,
Cobi, a acompanha e lhe oferece todo o apoio que necessita. Cobi era muito
afetivo, gostava de abraçar, de estar perto, ele amava Raissa, era sua tia mais
próxima. Cobi é da cidade de Belém, formado em História, foi para Whichita
porque teve a oportunidade de viajar para os EUA, e como o instinto historiador
estava nas veias, não deu outra, Cobi sempre gostou de viajar, uma vez quando
pequeno decidiu que iria andando de sua casa até o centro da cidade, o fato de
ver coisas novas o fascinava, e isso para ele era muito instigante. Em
BellsVille a batucada e os sons mais bizarros estavam sendo tocados...
Continua...
Escritor por: Samuel S. Lobo



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