Fênix Ao Resgate IX
Capitulo IX
Truques
& Artimanhas
Passos
acelerados percorriam um comprido corredor de piso de mármore branco. Os ruídos
ecoavam pelo vão silencioso. Ao fundo via-se uma discreta porta marrom-escura;
pelas paredes espalhavam-se símbolos e palavras de uma língua esquecida. A
porta não possuía fechadura, tampouco maçaneta, era totalmente selada na
parede.
¾
Abra-te! – ordenou Samantha.
Sem
esforço algum a porta deslocou-se da parede, mostrando seus contornos. Depois
abriu-se e sem ranger ou parar, sumiu dando passagem a uma sala escurecida e
ampla.
Descendo
da torre David e Marie correram rapidamente para frente da mansão, até chegarem
no portão de entrada. David segurou a mão direita de Marie e repentinamente
foram erguidos por uma estrutura de gelo. Aquilo os ergueu até certa altura,
depois desfez-se no ar como neve deixando-os levitando numa plataforma de gelo.
Notava-se a figura pálida de David, mas Marie não parecia estar preocupada. Pairavam
no ar por uma força estranha, a seguir começaram a se mover em direção a
cidade. Marie permanecia de olhos fechados, concentrada.
Dentro
daquela sala em forma de cubo, Estevan e Samantha dialogavam sobre algum tal
mapa. Samantha vasculhava as estantes de livros antigos. Ele corria os olhos
atentos pelo salão, reparou nuns recipientes de vidro com líquidos coloridos e
incandescentes.
¾
O que há nesses frascos?
¾
Poções. Esse lugar é como se fosse meu laboratório, mas não
faço experimentos científicos. Diria que é alquimia, porém com efeitos
sobrenaturais.
¾
Você usa encantos por voz? Percebi o que usou na porta.
¾
Não tenho muita habilidade nesse tipo, mas aprendi umas
coisas. – apesar de falar Samantha não parava de procurar o tal mapa.
Passando
por cima da cidade, já quase no fim do trajeto, Marie e David desciam com a
plataforma. A chuva provocada pelo garoto dissipava-se até sumir totalmente. A
plataforma chegara a meio metro do chão, num lugar vazio. Pularam de cima dela,
então essa se rescindiu.
Ligeiramente
eles esconderam-se atrás de uma casa. Viram algumas sombras se aproximando,
passos pesados atravessavam a rua naquela noite. Calados e protegidos por uma
árvore, esperavam que aqueles passassem.
¾
Creio que seja uma ronda. – sussurrou Marie.
¾
Melhor esperarmos irem de vez, não podemos nos arrisc...
David
não pudera terminar a frase. Seu coração disparou, quase saindo pela boca.
Sentiu um bolo engasgando-o. Olhou para o lado e reparou nos olhos de Marie, tão
arregalados de pavor quanto os dele.
Continua...



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