Heart Attack Season II, Episódio II
Episódio II
Tudo que vai, certamente que volta
Uma jovem mulher sentou
ao lado do triste Joe. Tinha cabelos castanhos e olhos cor de mel.
Perguntou-lhe cautelosamente o que havia ocorrido, porém constatou que o menino
sabia menos do que ela. Deixou-o ali, sozinho,
prometeu voltar dali há alguns minutos.
A residência
estava cercada por fitas amarelas. Assim como murmúrios dos vizinhos mais
curiosos. Policiais e enfermeiros disputavam a entrada da casa. A movimentação
era frenética.
Andrew surgiu na
porta com o policial. Joe o observou sair, detinha uma expressão fria,
inexpressível. Andrew o fitou de volta, seus lábios instintivamente se moveram
formando um estranho sorriso. Abaixou a cabeça e continuou a caminhar. Carl, o
policial, o levou até o irmão. Carl percebeu a movimentação da vizinhança,
precisava fazer alguma coisa ou terminar aquilo rapidamente.
Susana, a bela
policial de olhos cor de mel, saiu de dentro de uma ambulância. Ela segurava um
bebê no colo. Uma pequena e frágil criança. Ela levou a menina até Joe na
praça, onde a entregou ao irmão. Os olhinhos grandes como dois grãos verdes de
ervilha apreciaram o rosto simpático do irmão, reconheceu-o.
¾
Obrigado. – disse Joe. Tomou para si no colo
Elizabeth. Passou suavemente a mão nos cabelos loiros da irmã.
¾
Susana. – chamou
Carl chegando com Andrew por trás da bela policial. – fique com estas crianças.
Tenho que retornar.
¾
Certo chef... – não pode completar, fora
interrompida.
¾
Não se preocupe! Eu fico. – disse outra mulher
de voz firme e beleza surpreendente.
Andrew e
Joe a fitaram impressionados.
¾
E quem seria a
senhora, por acaso parente destas crianças? – perguntou Carl observando melhor
os belos traços daquela mulher.
¾
Não. Amiga dos pais deles, inclusive eu moro
aqui do lado. E é senhorita, por favor. – esclareceu apontando para a casa ao
lado.
¾
Ok, senhorita. Susana me acompanhe – Carl já
ia embora quando recordou de algo –, alias qual seu nome?
¾
Chamo-me Violet. – disse olhando firmemente
nos olhos do policial, que a este ponto estava tendo um forte desejo de
beijá-la. Que mulher encantadora, eu nem
teria chance alguma com ela, pensou Carl.
Carl
observou Andrew, ele sorrira novamente. Então realmente a conhecia.
¾
Conhece esta moça, meu jovem? – perguntou Carl
cordialmente a Andrew.
¾
Sim ela é uma velha amiga da família. –
respondeu Andrew com uma voz rouca e baixa. O
que terá esse menino? Pensava Susana preocupada.
Carl e
Susana retornaram a casa. Deixaram apenas o recado para Violet de que
precisariam do depoimento das crianças mais tarde. A mulher não se negou a
leva-los.
Uma
brisa forte e fria percorria a rua, levando folhas caídas no chão. Os cabelos
compridos e pretos de Violet arrepiaram- se graciosamente, mas eram tão lisos
os fios que um a um voltavam ao lugar. Andrew sentou ao lado do irmão e da
irmã. O vento bagunçou seus cabelos, ambos tinham cabelos louro-escuros, eram
surpreendentemente idênticos. Porém, o que os diferenciava tragicamente era a
condição física de Andrew. Magro, fraco, doente. Seus olhos carregavam uma
mancha escurecida abaixo, a pele sempre pálida e sem pigmentação. Joe, no
entanto era forte, até mesmo gordinho, uma criança saudável e cheia de vida.
Nos olhos de Joe estava tamanho brilho, carregava sonhos e esperanças.
Continua



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