Heart Attack Episódio XX Parte I - O PLANO
Episódio
xx o plano
O que eu poderia ter feito? Esse era o
pensamento que assolava a vida de Sendy por quinze
anos.
Ao ver sua mãe sendo empurrada com
tanta brutalidade, não se conteve. Tinha que fazer alguma coisa! Sendy correu.
Empurrou. Chutou quem estivesse na frente, mas algo a impediu de prosseguir.
Ela sentia uma forte dor no peito. As pernas não se mexiam. Os braços estavam
colados ao corpo. Ela sentia uma pressão sobre eles. Como se algo ou alguém
estivesse a abraçando com muita força. Seus olhos tremiam; estavam fixos na
imagem da mão jogada ao chão, com a cabeça sangrando. Lágrimas rolam. Mamãe morreu. E eu não pude fazer nada. Sendy
fecha os olhos e é despertada com uma tapa. A dor era tão grande que ela não
sabia o que estava acontecendo. Apenas viu o que parecia serem vultos surgindo
de várias partes.
Alguém a pegou no colo. A cabeça pendia
para trás nos braços de um desconhecido. Ela abre os olhos e ver (de cabeça
para baixo) uma multidão espancando alguém. Ela conclui e espera que seja
Violet. Teve o que mereceu. Me aguarde,
Violet! A visão fica turva, tudo começa a girar e a ficar escuro. Sendy
desmaia. Sendy foi levada para a casa dos tios que moravam fora da cidade.
...
Heitor está indo para o sanatório levar a
notícia mais excitante da face da terra para Joe. Ele espanca a porta e Joe
abre. Você já pode sair! Joe franzi o
cenho. Ele está confuso, mas deixa escapar um sorriso. Como assim? Heitor tasca um beijo em Joe, e o mesmo se esquiva.
Deixando Heitor beijando o ar. O que
houve? Heitor está de queixo caído. Nada.
Apenas estou sem reação. Heitor compreende, mas não entende a reação.
Heitor estava tão vibrante que mal notou os olhos castanhos de Joe. – Se tivesse notado, talvez entenderia, ou não –
Os dois se sentam na cama e Heitor explica como conseguiu tirar Joe dali. O
tempo passa. Joe está arrumando as malas, contente. Finalmente sairei desse inferno! (Finalmente poderemos ver Andrew!) –
Sim, veremos seu irmão! E eu poderei concluir o que meu “pai” tanto deseja.
(Charles?) – Sim, Joe. (Porque temos que nos livrar desse tal de Roger?) – Pensei
que soubesse já que tu tens acesso as minhas lembranças e conversas com
Heatttack. (Tem muitas coisas que não consigo ver, tudo parece tão confuso.) –
Escuta, Joe. Você só precisa assistir de camarote o que está por vir! (Certo)
Heitor abre a porta para Joe e ambos
saem.
...
Sendy está
observando o Hospital Vida Segura do outro lado da rua. Um médico sai. Ela o
reconhece e grita.
¾ Tio! – ela corre
ao encontro do tal tio.
¾ Sendy! O que está
fazendo aqui? – Daniel a observa espantado.
¾ Eu tinha umas
coisas para resolver por aqui. – Sendy o abraça. Daniel, meio sem graça
retribui.
¾ Você é o único
parente que tenho aqui. – diz Sendy apertando-o. Daniel se afasta um pouco. E a
olha nos olhos.
¾ Parentes? – Daniel
franzi o cenho.
¾ Não de sangue, mas
somos conhecidos, não é? Vamos lá! Nunca te vi como uma padastro durante os
dois meses que você e mamãe estavam juntos. Mas, sim, como um tio. – Sendy dá
um soco no ombro de Daniel. Ela tinha que levantar os braços a uma altura
considerável para alcançar seu ombro.
¾ Ok, então. – Diz
Daniel sem graça.
¾ Bom, preciso
conversar contigo.
¾ Bom, vamos tomar
um café? – Daniel imita o jeito dela falar. Ficou impressionado com o jeito
infantil de uma mulher de aproximadamente vinte e dois anos.
Ambos
estão em uma cafeteria. Sendy não para de falar. Conta tudo o que fez durantes
esses quinze anos. Daniel estava se
entediando, até Sendy começar a falar sobre Violet e Ruth. A atenção volta.
Sendy pergunta.
¾ Fiquei sabendo que
ela foi trazida para o Hospital Vida Segura. E que o médico responsável por ela
é você, é verdade? – Um turbilhão de pensamentos perpassa pela cabeça dele, não
sabe se diz sim ou não. Ou poderia deixar pra lá. – Sim, é verdade.
¾ A vadia veio para
o Hospital e minha mãe para o necrotério! Pode isso, Daniel? – Sendy está
indignada.
¾ Olha, Sendy, eu
não tenho nada a ver com essa história. Só estou fazendo meu trabalho. Sim,
estou cuidando dessa tal de Violet, que inclusive é um problema para o
Hospital.
¾ EU NÃO ADMITO QUE
ELA ESTEJA VIVA! – o grito de Sendy ecoou tão alto pelo estabelecimento que uma
velha que tomava um café quente derrubou-o sobre si, fazendo com que soltasse
um berro estridente, assustando Daniel.
¾ Vamos sair daqui!
– diz Daniel incisivo. Ele a toma pelos braços e a retira dali.
¾ Me larga.
Precisamos fazer alguma coisa, Daniel. Essa mulher matou minha mãe. E eu sei
que você sabe disso.
¾ Ok. Tudo bem. Eu
sei. No começo eu me neguei a cuidar dela, pois eu sabia que não ia me conter.
Mas fui obrigado. E por obra do satanás aqui estou, conversando com a filha da
minha ex namorada que foi morta pela minha paciente!
¾ Então, Daniel! Me
ajuda. – as lágrimas nos olhos de Sendy escorriam.
¾ Claro que
ajudarei, mas preciso de sigilo. – Daniel enfia o dedo nos lábios carnudos de
Sendy. Ela diz que sim com a cabeça. Daniel a abraça.
...
Do lado de fora do
quarto de Andrew, Heitor e Joe observavam.
¾ Todos que entraram
lá morreram. – comenta Heitor.
¾ É mesmo? – Joe
fitava o corpo do irmão que continuava do mesmo modo. Infantil.
¾ Sim, o primeiro
foi um enfermeiro. Depois, uma médica. Aí decidimos colocá-lo aqui em cima,
longe de todos. Porém, alguém precisava verificar seu estado, foi aí que um
segundo enfermeiro morreu. Logo em seguida, o zelador, e por último a médica
Karina, que estava tratando do caso. Há um tempo ela estava se sentindo culpada
por tudo.
¾ E do que morreram?
– Joe (Charles) sabia a resposta.
¾ Todos tiveram um
tipo diferente de morte, mas tinha algo em comum entre eles. Antes de cada acidente,
eles sofreram parada cardíaca.
¾ Parada cardíaca? –
Joe ergue uma sobrancelha.
¾ Sim. – responde
Heitor ajeitando os óculos. Joe o observava. Uma voz surgiu, formando uma
frase. Porém, somente Joe (Charles) poderia escutar.
Traga este verme para mim!
...
Continua...
By: Samuel S. Lobo



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