Paranormal City Ep. 11º Bosque da Insanidade
11 Bosque
da Insanidade
Do lado Oeste de BellsVille havia um bosque,
lá se formava um córrego a qual desaguava em um lago, praticamente um pântano.
Em plena madrugada, no meio daquela floresta, Roger, caminhava arrastando um
saco enorme. Num gesto preciso joga o saco no lago e sai do local
imediatamente. Enquanto corria depressa (não queria ficar ali) olhava para
trás, como se algo ou alguém o perseguisse, desatento, espatifa a cara em uma
arvore bem à sua frente e cai, desmaiado. Passam-se uns trinta minutos e ele
acorda, desnorteado, com o rosto completamente roxo e inchadoo. Levanta e
continua a caminhar a passos apressados, tomando mais cuidado para não se
deparar novamente com uma arvore, a escuridão era sua maior preocupação - Roger
é burro mesmo, sair em meio ao bosque de noite sem ao menos uma lanterna ou
lamparina.
Estava fria e sombria aquela noite. Era perto
de meia noite quando um som quase em melodia ecoa por entre a mata, um som
peculiar dos sinos, Roger intrigado e assustado pensa estar ouvindo coisas,
afinal está cansado de carregar o saco com o corpo de um garoto de dezessete
anos que ele, há um tempo atrás havia estuprado e matado. O garoto morava com a
avó, esta coitada terá que viver com essa realidade, SE, ela suportar a notícia
de que seu neto está desaparecido. Roger procura o badalar, sem sucesso, corre
novamente. A sensação de perseguição naquele bosque escuro era tamanha que, ele
poderia estar tendo alucinações, devido a pancada na cabeça. Correndo em meio a
mata se encontra com algo e novamente vai ao chão, ao levantar percebe que não
há nada, sentado no chão fita o breu escuro. Uma neblina densa surge, devido a
umidade do ar. Mas contribuía mais para Roger não enxergar o caminho de volta.
Já de pé, sem enxergar, segue tateando por onde passava, suas mãos tremulas
encontraram algo, ele a eleva e percebe que se trata de uma pessoa, pois tinha
certeza de que estava tocando em um rosto, e por sinal frio e molhado. Roger
pergunta:
-Quem
está aí? - a pergunta foi inútil, já que seja lá o que for, que estava ali, já
não se encontrara mais em sua frente.
Ofegante devido ao medo, sente-se mal, o ar
lhe falta, como se alguém estivesse o enforcando, já não conseguia respirar. O
que era incrível, pois, Roger, era atlético, musculoso, alto, devia aparentar
ter uns 40 aos 55 anos, um homem maduro, cheio de vida. Alto e possante, estas
características físicas dele, o faziam parecer invulnerável, mas quando se
tratava do medo de estar sozinho, ou simplesmente perseguido por algo ou
alguém, Roger, de macho vira uma mocinha.
Desmaia de medo novamente. O bosque é
amedrontador, as arvores são enormes, e a mata é fechada, fácil, fácil, alguém
se perderia. As nuvens saíram da frente da lua, bom, já melhorara, já que a luz
iluminava o bosque, deixando visível uma pessoa se aproximando de Roger, que
continua desmaiado no chão imundo, nitidamente percebemos que a pessoa está
nua, e se trata de um homem, novo, seu rosto está completamente desfigurado, será
que ele estava precisando de ajuda? Estaria perdido? O que fazia ali?
O cara se agacha e encara o rosto de Roger,
sangue escorria do rosto do homem, fazendo com que caísse na cara de Roger. A
luz da lua penetrou mais por entre a copa das arvores e podemos notar que se
trata de um rapaz pelado, completamente sujo de sangue, porem a cor negra
predominava em várias partes do seu corpo.... Não havia rosto! E estava
totalmente molhado, como se tivesse saído de um rio ou lago....
O
homem diz sussurrando à Roger:
-Me ajude...por favor ...- sua voz estava
fraca e ofegante.
Roger aos poucos vai despertando, e ao abrir
os olhos, dá de cara com aquela criatura em cima dele observando-o. Roger grita
e esperneia. O ser ou criatura também, porém seu grito era de agonia, em
sintonia com gemidos, dando sequência há uma série de ruídos que aumentavam e
diminuíam o volume, por toda extensão do bosque. Aquilo que estava gritando,
repentinamente para, e sai correndo entrando no mato. Roger levanta e segue
correndo na mata, ele estaria em sua casa mais rápido se não tivesse parado
diversas vezes para vomitar no caminho, afinal o cheiro de carne podre o
perseguia e exalava em todo o percurso de volta pra casa.
Ao chegar em casa se tranca, tira roupa, pega
um fósforo e querosene, que estava em uma prateleira cheia de potes com
diversos tipos de líquidos, desde ácidos corrosivos à nitroglicerina. E começa
a botar fogo nas provas de um crime... Ele parecia tranquilo, como se o fato no
bosque não o abalasse, caminha em direção ao banheiro, liga a torneira da
banheira e entra, para tomar seu banho com direito a espuma e um brinquedo
d'água, um mergulhador de borracha, ele pega o objeto e começa a brincar, logo
em seguida eleva até a boca e o beija consecutivamente, fecha os olhos e com
uma cara maliciosa e satisfeita passa o mergulhador nos genitais e esfrega,
ofegantemente, em seu rosto, aquilo estava lhe proporcionando prazer, nas costas do brinquedo há um nome cravado,
Near.
Continua....
By: Samuel S. Lobo




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