Fênix Ao Resgate V


Fênix- Ao resgate

Capitulo V

A mansão da feiticeira

            Assustaram-se com a história da mulher, porém espantaram-na ainda mais quando afirmaram arraigados que mesmo assim iram naquela direção, nem que tivessem que enfrentar o tal soldado de ferro. “Teriam tamanha coragem, como dizem?” perguntou-se a mulher.
            Tomada por súbita bravura, Samanta resolveu acompanhar-lhes de volta a cidade. Desconhecia aquela força repentina cuja dominou, entretanto sentia que seriam aqueles três seus salvadores.
   Vamos então! – exclamou empolgado o garoto de verde.
   Um instante. Eu me chamo Marye, este é Hestevan­ – Marye apontou pra o menino de verde –, e este é David. Nós somos irmãos.
   Prazer em conhecê-los. Eu sou Samanta Davys.
Assim sucedeu a ida deles à cidade do soldado de ferro.
Ainda no caminho, Samanta perguntou se tinham algum lugar pra ficar, a resposta foi negativa; então a velhota ofereceu-lhes abrigo em sua casa. A velha desconhecida, apesar de sua aparência encanecida, agia como uma jovem, falava jovialmente, o menino que estava com ela, esse ela tratava como se fosse sua mãe; em diversos momentos Samanta o chamou de filho, entretanto seu nome era Sosy. Curiosos, os jovens perguntaram para a velha quem era o garoto, ela respondeu-lhes que era seu sobrinho. A mãe do menino havia morrido quanto ao pai pouco quis revelar, notaram que ela escondia algo frio e obscuro no passado, no entanto não quiseram incomodá-la. Sosy divertia-se correndo na frente deles, perseguia algumas borboletas azuis.
O vento tranqüilo da tarde passava pelo caminho deles, arrepiava-lhes os cabelos. Sosy sorria alegre, o comprido cabelo cobria-lhe parte do rosto, a roupa frouxa aos farrapos escorregava pelo corpo mais ou menos forte ou saudável. Aquela camisa folgada azul gasta de Sosy trazia a David lembranças falhas de uma manhã cujo acordou e em seu quarto na confortável casa procurava por uma blusa, findou vestindo uma azul, a qual era a sua preferida. Sosy chutava pedrinhas em seu caminho, o menino era pequeno demais, facilmente era perdido de vista, mas de alguma maneira Samanta sempre sabia onde ele estava.
Estranhamente os carros da cidade sumiram, deixaram a estrada e o que continuou a frente deles foi um enorme caminho de terra. Não muito demorou e já estavam na entrada da cidade. Uma placa de madeira antiga dizia “Bem Vindo a Cidade do ferro”, mas não havia nenhum nome especifico para a cidade, apenas aquela característica como nome.
Não muito distante da entrada da cidade chegaram a casa a velha. Encontravam-se em frente a um enorme castelo. Questionaram-se do por que Samanta havia realmente fugido dali, a mansão certamente era uma fortaleza indestrutível.
Samanta os convidou para entrar. Sosy rápido correu a frente deles, desaparecendo pelo belo jardim a frente do palácio.
Ultrapassaram o portão gigantesco na entrada, e avistaram Sosy a brincar com uns passarinhos próximos de uma árvore ao lado da mansão. Entraram pela porta refinada de entrada. Logo avistaram uma enorme escadaria de mármore cinza com uma tapeçaria fina azul, do lado esquerdo do primeiro compartimento havia a sala de jantar, do lado direito havia uma porta larga envidraçada, cuja tinha vista a um longo corredor. Ao fundo via-se a paisagem de algumas árvores, entretanto reparavam-se algumas portas pelo corredor, até o fim onde estava a parede que expunha uma janela grande de vidro.
Subiram pela escadaria, na parte de cima havia dois corredores laterais, cujos se prolongavam até dobrar num quadrando envolta da enorme escada. Os corredores davam passagem a muitas portas, talvez fossem quartos. Samanta os levou para três quartos separados, nos quartos tinha uma bela cama para descansar e um banheiro luxuoso. Samanta pediu-lhes que se aconchegassem até a hora do jantar, depois segui para seu quarto .
Marye jogou-se na cama enorme e macia, fechou os olhos e pode sentir uma leve brisa passa por suas pernas, a janela estava aberta, as árvores moviam-se lá fora. David aproximou-se da janela, observou por um momento o céu, estava tão claro aquele fim de dia, tudo estava tão calmo. Hestevan tirava da mochila algumas roupas, queria experimentar o banheiro, fazia bastante tempo que não se banhava; recordara então dos longos banhos que tomava quando chegava o verão, estava em sua casa, numa banheira cheia de espumas; abriu os olhos e suspirou afastando aquela lembrança.
CONTINUA...

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