Fênix Ao Resgate- O Soldado de Ferro IV


Fênix- Ao resgate
Capitulo IV
O SOLDADO DE FERRO
            Não muito tempo após o raiar do sol, estavam seguindo caminho em direção a próxima desconhecida cidade do mapa, o qual vez ou outra era analisado pelo garoto esperto de verde. Ainda sonolentos, cambaleavam entre muitos carros deixados no meio da estrada longa. Um vento circulara pelo vão dos automóveis; não havia pessoas por ali, nem fora nem dentro dos carros. Um silencio perturbador dominava a trilha deles. Muitos desses automóveis estavam acidentados de forma espantosa, sucateados ou destroçados; outros até atirados longe da pista.
            Dobraram na última curva na estrada e depararam-se com a figura de uma senhora velha, a qual consigo caminhava um garoto pequeno sorridente. Trazia entre os braços as bagagens, provavelmente estavam saindo daquela cidade. Vestiam-se com farrapadas roupas; andavam vagarosamente com moléstia e desanimo. Pareciam ter perdido a fé ou a esperança de uma grande mudança em suas vidas sofridas.
            Em curtos metros cujo lhes separavam, apressaram os passos para falar com aqueles dois. Porém, assim que notaram a vinda daqueles três, sem perceber que eram apenas adolescentes, a velha mulher arrastou o pequeno com ela e esconderam-se por trás de um carro. Correram para avisa-los que não fariam mal algum a eles, pelo contrário gostariam de ajuda-los se possível.
            Eles chegaram perto o suficiente para não lhes causar hostilidade ou desespero. Uma voz tremula e amedrontada suspirou e tentou falar:
            – Por favor, levem-me, mas deixem meu pobre neto! – clamou a velha por trás do       carro.
            – Desculpe-nos por tê-la assustado senhora, apenas queremos ajuda-los de       alguma forma v falou tranquilizando o desespero da mulher. Esta também              percebeu a voz infantilizada de quem respondeu a ela, tinha de sair para         confirmar.
            – É verdade que diz? – retornou a mulher saindo vagarosamente de seu             esconderijo tão desprevenido.
            – Sim, lógico, que mal poderíamos lhe fazer senhora, somos apenas andarilhos            nesse mundo estranho, saia para conversarmos, por favor – afirmou David,     acalmando-a, e convencendo de vez aquela senhora a sair.
            Confirmou seus pensamentos e comprovou que eram apenas adolescentes os quais falavam com ela.
            A pobre mulher chamava-se Samanta. Sentados por cima de uns carros, ouviram atentamente uma história que a estranha velhota lhes contou. Esta disse que, fugiu de sua cidade natal buscando um lugar seguro para ficar, pois sua cidade havia sido dominada pelo reinado do rei louco, tendo como governado denominado pelo restante da sofrida população como o soldado de ferro. Este governador era reconhecido por nunca ter perdido uma batalha sequer, invencível por debaixo de uma forte e encouraçada armadura inigualável. Contou-lhe que o soldado de ferro tomou o poder da cidade matando todos aqueles os quais se opuseram ao seu governo; jovens, velhos, crianças, nenhum foi poupado caso não tivesse ao seu lado. Muitos cidadãos renderam-se, e em tão pouco tempo foram treinados para guardar a fortaleza indestrutível do governador. A maior parte da família da pobre velhota faleceu em confronto direto, restando apenas o pequeno neto.
CONTINUA...

Comentários

Anônimo disse…
Muito boa essa história... ☺

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