Fênix Ao Resgate Episódio III


Fênix Ao Resgate
Capitulo III
            A batalha era injusta. Sete homens adultos, fortes e armados contra três meras crianças, aparentemente fracas e desarmadas. Entretanto, assim que a luta começou  esses antes inofensivas quebraram qualquer expectativa de perder. Eram rápidos, ágeis, distribuíam golpes sem errar nenhum, inutilmente aqueles usavam suas espadas, estas nem sequer os alcançavam ou os tocavam. Com chutes certeiros atiraram longe aquelas espadas das mãos dos inimigos, prevenindo qualquer coisa que poderiam fazer ainda pegaram cada um dos três uma daquelas espadas.
            Derrubados e vencidos no chão, nem sequer imaginavam onde erraram de algum modo já haviam pensado na humilhante derrota que teriam, nem pelo menos tiveram chance de defesa. A astuta e audaciosa garota apontou a espada que segurava no rosto do líder do grupo. O suor de cansaço escorria pelo rosto deles, mas os antes indefesos nem sequer uma gota caia, parecia que apenas brincaram com eles sem mostrar nem metade das suas habilidades. Escorreu uma destas gostas de suor pelo rosto do líder, passando vagarosamente pelo seu rosto e descendo no fio da espada encostada em seu rosto pela garota valente.
            Os três decidiram por amarra-los em uma árvore e quem sabe tirar alguma informação deles, Porém, mesmo depois de presos e imobilizados, nada disseram ainda mantinham aquela antiga valentia inútil. Os três pegaram suas mochilas, e percebendo que seria inútil interroga-los, partiram da cidade os deixando ali amarrados.
            Anoitecia, o sol deu seu ultimo raio de luz alaranjado. As nuvens sumiam, logo aparecendo uma ou outra estrela brilhante. Um frio trazido pelo vento corria no caminho cujo seguiam, levando algumas mechas de cabelo e balançando o espaço frouxo de suas roupas.
            Estavam distantes de qualquer outra cidade, teriam de passar a noite ali mesmo numa floresta, cuja no outro dia atravessariam para chegar à outra cidade. Não poderiam trilhar este caminho durante a noite, seria perigoso. Então naquele local, entre árvores e arbustos, armaram suas barracas cujas estavam antes guardadas nas mochilas que carregavam de um lado para o outro sem nunca as deixarem desprotegidas para não sem roubadas.
            Caracteristicamente as barraquinhas correspondiam pela cor ao seu dono, talvez tivessem uma fixação por cores. Assim, a barraca azul era de David, a verde do outro menino e a vermelha maior da menina. Em um ato incomum, enquanto os outros ainda se ajeitavam para dormir e descansar, o menino de verde pegou da sua mochila cinco pequenas pedras e um cetro, cujo existia na ponta um cristal transparente, estas pedras eram coloridas e diferentes de qualquer outra espalhada na floresta. Colocou cada uma em um lugar especifico, formando um circulo no meio, entre as barracas, estendeu o cetro o ajustando seu tamanho assim ficando mais longo. Uma película transparente seguiu da ponta do cristal no cetro até alcançar as outras cinco pedras, de modo que se assemelhara a uma barreira protetora, logo após ficou imperceptível aos olhos.
            Cansados, um por vez entraram em suas aconchegantes e prazerosas barracas. Nem muitos minutos passaram e já estavam confortavelmente dormindo, seguros pela aquela barreira invisível. Tampouco os incomodavam os barulhos de animais pela floresta, acobertados não sentiam o intenso frio que fazia. Ali perto uma coruja os observava, parecendo até saber que onde estavam não poderia entrar, voo alguns momentos depois e trouxe de volta ao topo de uma árvore um ratinho cuja pegou. Um lobo uivava faminto, correndo de um canto a outro por ali, incansavelmente procurava seu alimento. Cigarras cantavam em seu típico ruído e os sapos coaxavam num lago próximo, no entanto dormiam no silencio de seus sonhos. Imaginavam que aventuras enfrentariam no dia seguinte, uma preocupação os levava a sonhos mais tenebrosos, contudo estavam tranquilos e dispostos a enfrentar o que viesse.

 CONTINUA...
titulo do próximo episódio
"SOLDADO DE FERRO"

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