Minha Droga De Vida- episodio Especia de Aniversário, parte III


          
 MINHA DROGA DE VIDA
 Parte III
            Depois de ter saído de lá, passando pela esquina do lado da escola, pronto para ir para minha casa, a surpresa. Atrás de uma enorme arvore estavam meus amigos.
                    Buuuuuu... – assustaram-me todos.
                    Ai! Deus do céu! Que diabo é isso!! – disse eu em espanto, quase que o coração para.
                    Calma menino, parece que viu um fantasma... – disse Stella –... O que ela queria?
                    Quem?
                    A gostosa! Dãã... – falou o tarado do Guto.
                    Que gostosa menino? Tá doido – repreendeu Stella.
                    A diretora, o que ela queria Uai?
                    É! o que ela disse pra ti, por que te chamou? Fala logo! Não tenho o dia todo... – exigiu Wil.
                    Sério que vocês ficaram todo esse tempo me esperando, só pra saber o que ela disse pra mim... Cês são intrometidos, hein!
                    Bora logo, conta! – agoniou-se Jake.
            No caminho para minha casa, segui conversando sobre o que a diretora havia me dito. Acharam legal, mas o Wil tinha de estragar aquele momento só meu, revelou que uns dias atrás a diretora veio também falar com ela, pelo exato motivo.  Povo achou que era conspiração, “como nós dois teríamos uma festa com a permissão da diretora na sala de aula e os outros alunos não tiveram?” questionaram. Pois é, algumas pessoas são mais queridas, piraram quando eu disse isso, corri deles por três quadras, até chegar na minha casa, quando desistiram de me pegar, mesmo eles tendo feito isso, como boa pessoa que sou, convidei-os a entrar.
            Acreditem se quiserem, mas os folgados só entrariam se eu oferecesse lanche, estou já cogitando a possibilidade de arranjar novos amigos menos interesseiros. Então foi interesse por interesse, perguntei se o Jake estava com algum filme para vermos, se estivesse eu daria um lanche, pois então, ele tinha uns três que havia comprado no mercado enquanto me esperava sair da diretoria, sortudos ou planejaram isso, sabiam cada passo a fazer, conhecem minhas fraquesas, estou em desvantagem, são quatro contra um.
            Nunca vi mais folgados, parecem estar na casa deles, dentro do meu aconchegante lar, foram logo jogando as mochilas ali or cima do sofa, indignei-me, quis discutir mas a resposta do Jake quando o chamei de folgado foi coerente, disse “Eu sou folgado em todo canto, é que diz meus pais”, ele tinha razão, não poderia eu contesta-lo.
                    Vamos subir pro meu quarto gente!
                    Hmm... Fazer o que? – subentendeu Jú.
                    Ô enxerida! Ver o filme, né!?
                    Eu preferia o que eu estava pensando, ele é um gatinho, dá pro gasto... – cochichou no ouvido da Stella.
                    Gosta do Levy Jú? – sussurrou também Stella, ficando dali em diante uma conversinha bem baixa, típica panelinha de mulheres.
                    Pode ser, mas não conta pra ele... – continuou Jú.
                    Aí tem coisa! – falou Wil, enquanto subíamos a escada e ele percebeu as duas cochichando.
                    No que? – curioso perguntou Jake.
                    Essas duas conversando baixinho... – concluiu Wil.
            Enfim no meu quarto, comumente bagunçado, e a Nina toda aberta na minha cama assistindo a minha TV. Ficaram admirados com aquela cena.
                    Nossa! – falou o tarado do Jake.
                    O que tu tá fazendo aqui lambisgoia?! – ralhei.
                    Assistindo TV Uai!
                    Por que não tá no teu quarto?
                    Porque tem uma coisa lá...
                    E o que seria essa coisa?
                    Algo...
                    Mesmo é, que boa explicação!
                    Quer saber, já tô saindo, fica com esses teus amiguinhos aí, brinquem mais não vão se machucar, ouviram crianças, cuidado... – saiu rindo a demoníaca, sempre fazia isso de chamar-nos de crianças, e nunca tem graça alguma.
            Gritou pelo corredor inteiro chamando pelo nosso pai, vai entender aquela menina, é doida, não tem outra resposta, ou pelo menos a ciência ainda não achou a cura pro que ela tem.
                    O que há com ela? – importou-se Jake.
                    Sei lá, provavelmente uma aranha – conclui.
            Pedi que acomodassem, porém creio que não havia como se acomodarem mais, eu fui buscar algo para comermos, enquanto o Jake colocava o filme, também eu tinha de avisar meus pais que estavam ali, entrei em casa e não vi ninguém na sala, então só poderiam estar... Pela casa, obvio.
            CONTINUA...

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