Fênix 2 ep 2

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Viajantes Solitários II
Muitas dores permeiam nossa curta existência, quando adultos nos rodeamos de pessoas tentando acalentar, sufocar e esconder o sofrimento. No entanto, as crianças, as de espirito puro, essas não conseguem. Beth atendera as batidas constantes em sua porta, e deparou-se com os sobrinhos chorando inconsolavelmente cada um com uma mochila na costa. Abraçaram-na apertado, pareciam estar em choque; não a largaram enquanto não se asseguraram de que ela realmente estava ali.
Beth olhou porta afora, viu o mundo que conhecia em chamas, mas não parecia queimar. Toda uma paisagem sendo consumida e sendo transformada num novo horizonte. Uma cena estranha, desconhecida e aterrorizante. Estava na hora, ela não tinha mais dúvidas. Seus pensamentos rápidos correram para a frase dita a vida toda pelos seus pais "Quando acontecer, não haverá momento para dúvidas". Aquele era o momento, seu coração disparou, ela desvencilhou das crianças e correu para frente da casa. Ergueu as mãos ao céu como louca. Os três a fitavam pasmos, toda aquela loucura era surreal, era brutal. Diante deles as chamas se aproximavam, então uma cúpula azul pareceu arriar do céu rodeando toda a residência até tocar o chão. De repente houve um clarão intenso, ninguém via nada, somente luz intensa.
As labaredas rodearam a bolha, contudo não a adentraram. Tudo lá fora estava diferente, mas ali dentro ainda era o mesmo. Beth caíra no chão. Eva sua filha que acabara de sair para presenciar tudo que ocorrera, ao ver sua mãe desmaiada, correu ao seu encontro desesperada. Beth estava no chão, do seu nariz escorria um filamento de sangue, seus braços expunham veias proeminentes. Os três correram para socorre-la.
5 horas depois, Bethane Drumond Phoenix acordou. Seus sobrinhos a estavam vigiando no sofá, aqueles olhos grandes a fitavam com aflição. Ela levantou-se e recebera o abraço apertado da filha que ela não percebera que estava logo ali atrás. Os olhos graúdos se encheram de lagrimas e logo todos estavam a apertando novamente. Ela tentou acalma-los. Endireitou-se no sofá, sentiu uma leve tontura e por pouco não desabara em pranto ao pensar no marido que estava lá fora. Segurou-se na esperança de que ele estaria vivo, talvez irreconhecível, mas vivo.

Marie contou rapidamente sobre os estranhos na casa, a forma como seus pais anteviram a chegada deles e os esconderam numa portinha próxima ao sótão. Depois disso vieram com mochilas e...os gritos, a porta fechou, o que eles disseram? Eles não lembravam... A porta se fechou, os gritos, o que era? Não, não...não lembravam, veio o silencio após isso. Ao saírem da casa nada daquilo parecia real, as árvores, os cavalos... onde estavam os carros? As pessoas ora de terno e celulares, ora com macacões de fazenda e enxadas, tudo tão confuso. Um bilhete deixado pela mãe os guiou "vão para casa de Beth! Rápido!" Correram enquanto tudo parecia desmoronar ao redor.Viajantes Solitários II
Muitas dores permeiam nossa curta existência, quando adultos nos rodeamos de pessoas tentando acalentar, sufocar e esconder o sofrimento. No entanto, as crianças, as de espirito puro, essas não conseguem. Beth atendera as batidas constantes em sua porta, e deparou-se com os sobrinhos chorando inconsolavelmente cada um com uma mochila na costa. Abraçaram-na apertado, pareciam estar em choque; não a largaram enquanto não se asseguraram de que ela realmente estava ali.
Beth olhou porta afora, viu o mundo que conhecia em chamas, mas não parecia queimar. Toda uma paisagem sendo consumida e sendo transformada num novo horizonte. Uma cena estranha, desconhecida e aterrorizante. Estava na hora, ela não tinha mais dúvidas. Seus pensamentos rápidos correram para a frase dita a vida toda pelos seus pais "Quando acontecer, não haverá momento para dúvidas". Aquele era o momento, seu coração disparou, ela desvencilhou das crianças e correu para frente da casa. Ergueu as mãos ao céu como louca. Os três a fitavam pasmos, toda aquela loucura era surreal, era brutal. Diante deles as chamas se aproximavam, então uma cúpula azul pareceu arriar do céu rodeando toda a residência até tocar o chão. De repente houve um clarão intenso, ninguém via nada, somente luz intensa.
As labaredas rodearam a bolha, contudo não a adentraram. Tudo lá fora estava diferente, mas ali dentro ainda era o mesmo. Beth caíra no chão. Eva sua filha que acabara de sair para presenciar tudo que ocorrera, ao ver sua mãe desmaiada, correu ao seu encontro desesperada. Beth estava no chão, do seu nariz escorria um filamento de sangue, seus braços expunham veias proeminentes. Os três correram para socorre-la.
5 horas depois, Bethane Drumond Phoenix acordou. Seus sobrinhos a estavam vigiando no sofá, aqueles olhos grandes a fitavam com aflição. Ela levantou-se e recebera o abraço apertado da filha que ela não percebera que estava logo ali atrás. Os olhos graúdos se encheram de lagrimas e logo todos estavam a apertando novamente. Ela tentou acalma-los. Endireitou-se no sofá, sentiu uma leve tontura e por pouco não desabara em pranto ao pensar no marido que estava lá fora. Segurou-se na esperança de que ele estaria vivo, talvez irreconhecível, mas vivo.
Marie contou rapidamente sobre os estranhos na casa, a forma como seus pais anteviram a chegada deles e os esconderam numa portinha próxima ao sótão. Depois disso vieram com mochilas e...os gritos, a porta fechou, o que eles disseram? Eles não lembravam... A porta se fechou, os gritos, o que era? Não, não...não lembravam, veio o silencio após isso. Ao saírem da casa nada daquilo parecia real, as árvores, os cavalos... onde estavam os carros? As pessoas ora de terno e celulares, ora com macacões de fazenda e enxadas, tudo tão confuso. Um bilhete deixado pela mãe os guiou "vão para casa de Beth! Rápido!" Correram enquanto tudo parecia desmoronar ao redor.
CONTINUA

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