Heart Attack, Season II, Episodio IV
Capitulo IV
Desmembrar da doce Vingança
A bela mulher caminhava tranquila
enquanto a casa pegava fogo atrás de si. A fumaça negra cobria a superfície do
que antes fora uma residência, coitada das nuvens brancas no céu aos poucos era
substituídas por manchas cinzas, negras. Dali há alguns minutos surgiram os
bombeiros apenas para constatar os três corpos carbonizados, um do lado do
outro. Pareciam que apenas deitaram no chão e esperaram a morte chegar, ou que
foram presos ali em correntes invisíveis. O fato era que não fizeram força para
fugir, e então morreram sem maiores expressões de dor. Algo estranho ocorrera
ali...
No alto do décimo sétimo andar do louvável
arranha-céu em New York, Violet conversava na varanda com a sombra flutuante a
sua frente. Pelo menos dali ninguém a veria e nem a chamaria de louca. Aquela
coisa estava dentro dela antes, e ela não parecia se importar, a sombra nada
mais era que um reflexo do que estava dentro do seu corpo. Ela já se olhara no
espelho quando aquilo acontecera, uma película negra cobria toda abertura dos
olhos, dava impressão que ela estava cega com um vazio no lugar dos olhos; mas
ela via perfeitamente, e via mais que qualquer outro humano.
¾ Não
temos muito tempo, minha querida.
¾ Já
estás com intimidade comigo, percebo que estás amolecendo, então as coisas
estão ficando sérias. – talvez no mundo
inteiro Violet é a única insana o suficiente para discutir e brincar com uma
entidade sabe se lá de qual inferno.
¾ Percebo
que essa sua maldita boca só sai merda! Precisamos nos apressar.
¾ Não
se preocupe comigo, do meu corpo conheço bem e ainda está esbelto e magnifico
não vê?
¾ Já
reparou nessa sua buceta imunda sua vadia, por que insistes em me desafiar?
Violet riu do insulto, tinha realmente
conseguido irritar a criatura que poderia matá-la a qualquer instante.
¾ Se
estás se referindo a essas pequenas feridas não se preocupe logo saram e eu
volto a dar pra quem eu quiser, no momento não estou disposta a uma transa com
mais de dois, ficaria estranho te ter no meio de tudo me insultando. – ela realmente estava insuportável naquele dia.
¾ Vamos vagabunda, faça o que lhe disse para fazer!
¾ Sem
estresse, ele não vai sair de lá.
Meses atrás quando Violet chegou em New
York não fazia nem ideia de por onde começar a procurar o tal de Gregory. No
entanto a cada passo que dava se sentia mais próxima sabe-se lá de que. Uns
dias atrás deparou-se andando de madrugada na frente uma residência no subúrbio
da cidade grande. Era uma casa simples com cercado branco e um gramado surrado
na frente, estavam espalhados na frente brinquedos e um velho cortador de
grama. Ela observou que estava exatamente onde deveria estar quando um homem
saiu na varanda e ficou a admirar as estrelas, rapidamente se escondeu atrás de
um carro sem que o fulano a reconhecesse. Aquele ódio inumano queimava dentro
do seu corpo, as sensações anteriores nem se comparavam com aquela. Era a mesma
que sentiu quando viu Paul Adams, o Antony, pela primeira vez cara-a-cara.
Vê-lo queimar foi como um gozo, um orgasmo prolongado e insano; ela queria sentir de novo. Heattack estava
consumindo ela por dentro, ele se libertaria se pudesse e faria o trabalho
sozinho, mas dependia dela. Quantas vezes ela teve que ouvir: Mate ele, ele é Gregory, mate ele, ele é
Gregory! Enquanto voltava para seu quarto no hotel? Muitas, a coisa estava
insuportável. Poucas vezes conversou com ela desde o pacto, agora não se
calava.
Depois de planejar tudo ela retornou à
casa, já não aguentava mais aquelas dores de cabeça, coceiras em partes
estranhas e sensíveis do corpo, seus cabelos começavam a cair, desmaiou quantas
vezes? Talvez treze, quinze... Heattack estava matando-a, precisava de um corpo
mais forte ou de um próprio. Tinha que dar um fim aquilo, ficaria nos
bastidores que era menos doloroso, mas não menos mortal. Ela simplesmente
invadiu a residência e jogou gasolina em todas as partes que pode, quando a
família que estava na igreja chegou em casa depararam-se com uma louca sentada
no sofá da casa esperando-os. Eles sentiram o forte cheiro de gasolina vindo de
todas as partes, mas não tiveram tempo de correr. Um movimento de mão e estavam
presos ao chão imóveis. Gregory tinha agora o nome de Kevin, casado com Felicity,
tinha um filho Ryan. Heattack poderia poupar os dois, mas seu ódio ao estar
presente com um do sangue e alma de Roger e Wendy o deixavam fora de si, nem
mesmo deixou Violet se apresentar como ela fez com Antony, simplesmente emanou
uma força invisível que quebrou o pescoço do moleque de olhos pretos e pele
escura, da mesma forma se livrou da pobre Felicity; ambos sangravam ao lado de
Gregory. Violet, quero dizer, Heattack se aproximou, já com os olhos profundos
e vazios, e perguntou “Há quanto tempo, saiba que por um sempre pagarão todos”.
Gregory acordou do sono do esquecimento e pareceu reconhecer aqueles olhos sem
vida, nunca vira Heattack mas as lembranças do que os pais falaram se
manifestaram em sua mente. Heattack agachou-se e ajeitou a cabeça de Gregory
para que ele visse quem o estava matando, Gregory sentiu um aperto intenso no
peito então sua vista escureceu, um limbo sombrio dominou seus pensamentos e a
última coisa que ouviu foi a gargalhada gutural de uma coisa que jamais será
humana...
Violet retornou ao seu corpo e pode
confirmar o que já sabia que aconteceria, de sua boca escorria sangue. Ela
estava piorando intensamente, e provavelmente Heattack percebeu e partiu para a
próxima etapa do seu objetivo final. Violet teria de voltar a Safe Town, onde
provavelmente o filho de Jhon e Serena já teria nascido. Ela saiu da casa,
quando estava a uma distância suficiente ascendeu o isqueiro e o atirou pela
janela. Àquela hora da manhã não havia ninguém andando pela rua, até porque o
bairro era quieto demais, perfeito para quem queria se esconder de alguém, ou
alguma coisa...
Continua



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