Fênix Ao Resgate VI
Capitulo
VI
Samanta vê: o bruxinho misterioso e as naturezas do fogo e do gelo.
Desceram arrumados. Ainda na escadaria, Samanta
prometeu-lhes roupas novas. Ficaram agradecidos, afirmaram que a ajudariam no
que quisesse, bastava pedir.
Bem
acomodados em volta da imensa mesa de vidro polido, aguardavam a volta de
Samanta cuja retornou pela escada em busca do sobrinho. Quando retornara estava
irreconhecível, ainda com o mesmo vestido vermelho com o qual subiu, porém a
sua aparência, o rosto, o corpo; estava radiantemente jovial. Pasmos nada
disseram enquanto ela sentava-se à mesa, Sosy veio logo trás; o garoto vestia
um meigo macacão verde escuro, por baixo uma camisa verde clara, cujos
destacavam seus grandes olhos cinzentos; calçava uma pantufa cuja lhe cobria a
superfície dos pés, era em forma de um coelho orelhudo, branco e fofo.
Samanta
estava bela. O sorriso da mulher ia de um canto a outro do rosto, vez ou outra
mostrava os dentes brancos e claros. O cabelo cinzento, até mesmo branco, agora
estava ruivo e longo, corria-lhe pela costa. O corpo enrugado fora substituído
por um esbelto e curvilíneo, de menina moça. Não era mais a Samanta cuja
conheceram, pelo menos não parecia em primeira vista. Os olhos verdes faiscavam
em juventude.
Estevan quem
quebrou o silêncio.
¾
Nossa! Que mudança! – Disse o garoto sem tirar os olhos dela.
¾
Sou uma fugitiva. Não poderia arriscar sair por aí na minha forma
verdadeira. – respondeu gentilmente Samanta
¾
Como fez isto? – quis saber David ludibriado.
¾ Sou uma
feiticeira. – revelou a dama.
Entreolharam-se
por um instante.
¾
Algum problema? – perguntou
Samanta, percebendo a reação deles.
¾ Não. É
que... – hesitou Marie. –, como você está nos revelando isto. Nós pensamos que
talvez, confiando em você, possamos também revelar algo. Do mesmo modo que você
como feiticeira, nós também temos umas habilidades diferentes. Não sabemos se é
magia.
O olhar no
rosto de Samanta era de confirmação. Porém não disse nada depois que se
referisse aquele olhar.
Instigada com a revelação,
Samanta pediu-lhes que demonstrassem o que falavam. No entanto não seria
naquele momento e sim num outro mais conveniente, quem sabe depois do jantar.
A própria Samanta quem os serviu
naquela noite. Antes havia dito que seus empregados foram embora. Era tudo
muito delicioso, além de feiticeira poderia até dizer-se que Samanta fora uma
excelente cozinheira, uma verdadeira chefa. Nada muito salgado, tampouco sem
gosto. Um magnífico jantar. David satisfazia-se com uma porção gulosa de carne,
suculenta. Marie, mesmo preocupada com a dieta de sempre, comia uma parte
consideravelmente grande e gordurosa. Estevan saboreava um sutil purê de bata.
Sosy, este se lambuzava todo de molho, parecia tão feliz.
Logo
após o jantar, quando todos já haviam satisfeito a fome, Samanta pediu que
mostrassem um pouco que fosse de suas aptidões.
David
apressado pegou um cálice com água para perto de si. Fitou-o por instantes.
Logo clima esfriou, Samanta tomou Sosy para aquecê-lo em seu colo, o garoto
tremia de frio. As janelas embaçavam-se, em segundos estavam congeladas, não se
via nada La fora, estavam completamente cobertas de uma película de gelo.
Estevan e
Marie recostaram-se na parede, observavam o desempenho do irmão. David estava
pálido, as veias do rosto e das mãos brancas apareceram evidentemente na tez.
Já a taça, esta trincava e em instantes congelou juntamente com a água dentro.
David num gesto final fechou a mão direita acima do cálice, o clima voltou ao
normal. Porém, a água no cálice permaneceu congelada. Ele vagarosamente ergueu
o punho direito fechado que estava acima do copo, ergueu-se então um pontiagudo
espinho de gelo. Tinha mais ou menos trinta centímetros e era puramente feito
de água congelada, a mesma água cuja estava na taça. Após isto, afastou-se da
taça e deixou Samanta admira-la impressionada.
Estavam
calados, Sosy de boca aberta. Então Marie manifestou-se.
¾ Minha vez! – disse Marie
empolgada.
Havia um
castiçal de velas sobre a mesa, Marie pediu para Samantha que o entregasse a
ela. Neste haviam três velas apagadas e duas acesas. Samantha a observava,
extasiada. O que esta fará para que eu
acredite que são ainda mais impressionantes, pensava Samantha.
Marie apenas
estendeu as mãos sobre o castiçal e instantaneamente ele se inflamou, todas as
velas estavam acesas agora. Ela fechou os olhos e as chamas triplicaram de
tamanho, assim consumindo mais rápido a cera das velas. Marie não percebeu
logo, mas o clima também havia mudado quando ela começou a usar sua habilidade
com o fogo. Estava um calor insuportável, mas como foi uma rápida demonstração
os demais conseguiram suportar. Samantha enxugava algumas gotas de suor do
rosto, os irmãos de Marie apenas a observavam indiferentes ao clima. Sosy,
coitado, escondia-se atrás da avó.
Estevam não
esperou muito para se recuperassem, seguiu em frente e parou próximo da mesa.
Marie afastou-se. Samantha o olhava curiosamente. Ele olhou para cada objeto
que estava acima da mesa, logo os tais estavam levitando quase se encostando ao
teto. A mesa também levitou. Depois, cuidadosamente e pacientemente, ele repôs
tudo no seu devido lugar. Samantha conhecia aquela habilidade, já havia
executado em meros feitiços. Quando o viu fazer tão futilmente, sem esforço
algum percebeu que havia encontrado o que procurava. Estevan nos pensamentos de
Samantha seria um grande feiticeiro, mas ela jamais tinha visto alguém com
tamanha habilidade; esse pensamento também era para os irmãos de Estevan. Quem são vocês?
CONTINUA...





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