(Estréia) FÊNIX- "Ao resgate

Fênix "Ao resgate"
Capitulo I 
            Numa pacata cidade de estruturas e arquiteturas meramente sofisticadas, tão pouco moderna, nem grande. Caminham três pessoas, de perto se percebia que eram crianças ainda na pré-adolescência.
            Observavam de um lado a outro do vasto e vazio lugar, uma garota apenas havia entre os três, os outros dois eram bem menores do que ela. Ela tinha cabelos loiros levemente ondulados, seus olhos eram castanhos avermelhados. Vestia uma blusa vermelha um tanto curta e saia que lhe cobria os joelhos, jeans era o material de confecção desta. Não se vestia diferente de qualquer outra garota dos tempos atuais, uma adolescente comum e vaidosa, até seu tênis tinham requintes da sua personalidade, em toda lateral do par havia uma passagem de desenhos pintados com tinta de tecido, se fora feito por ela, tinha talento.
            Já o garoto de blusa verde e calças pretas, aparentava ser um célebre gênio, charmoso e daquele jeito esnobe como quem conhecera sobre muitos assuntos. Seus tênis nem tanto eram ajeitados, um até desamarrado estava, os negros cabelos lisos voavam e bagunçavam-se ainda mais, seus olhos verdes distraídos perambulavam pelo horizonte ao fundo.
            O menino de jaqueta azul, mais novo de aparência entre os três, chamava a atenção à vista de qualquer um, o que então não era o caso naquela abandonada cidade. Sua calça meio velha e rasgada poderia dizer muito sobre ele, desajustado, relaxado, preguiçoso, porém não condizia com sua real personalidade, havia mistério em seu sorrateiro andar, em seus fixos olhos azuis que observavam atentamente tudo em torno de si, os cabelos loiros voavam ao vento, este jogava para cima os sutis cachos comportados do garoto deixando-lhe a testa a mostra.
            Carregavam consigo três mochilas, estas comuns em acampamentos ou como a de soldados. Depois de muito avaliarem o local, a garota mais velha mandou que o mais novo, de jaqueta azul, procurasse por algo dentro de uma estalagem inabitada, cuja caía aos pedaços. Não era pior do que outras ali perto.
            Uma leve brisa fria corria as ruas, não demorará muito e logo escureceria ao cair a noite, o sol já se acomodava no horizonte á frente deles. Era um silencioso e confortável fim de dia, as nuvens alvas cobriam o céu, nem a destruição daquela cidade tirava a beleza dum dia como aquele, muito diferente de outros mais agitados.
            Tamanha rapidez teve o menino de azul ao se deslocar para a tal residência, em pouquíssimos instantes estava lá. Sua velocidade não fora normal, ninguém correra como ele, no entanto seus companheiros reagiram como se aquilo fora comum para eles.
            Os dois que ficaram continuaram caminhada pela deserta rua principal de entrada. Algo estranho os surpreendeu, quando passaram perto de um restaurante viram alguém na vitrine, ou seria apenas uma sombra similar? Entretanto, eles não se contiveram e logo estavam dentro do estabelecimento, eles se depararam com muitas coisas quebradas, como: pratos, cadeiras, mesas, lâmpadas e outras. Curiosos, inspecionaram o lugar, fora as tranqueiras quebradas pouco, além disto, conseguiam enxergar, pois as poucas lâmpadas que ainda funcionavam estavam piscando quase dando curto, ao serem ligadas pelo garoto de verde muitas queimaram deixando assim, num escuro tenebroso por causa do piscar das únicas quatro lâmpadas restantes ali.
            Forçando o máximo a vista, tomando muito cuidado também com os objetos no chão quem sabe poderiam se cortar em um caco ou furar-se em pontas fora da vista. Circularam um tempo pelo vão dos destroços, contudo nada os fazia pensar que poderia alguém estar ali. Logo notaram algumas manchas de sangue nas paredes, balcões e no chão, porém não havia corpos ou membros, nem mesmo pessoas feridas.
            Já desistiam de procurar, quando na cozinha do restaurante ocorreu um estrondo. Pareciam panelas caindo. Correram para lá, empurraram a porta que estava presa por pedaços de cadeiras e encontraram dentro dali um velhinho assustado com uma concha de sopa nas mãos, distribuía golpes ao vento com o utensilio, mas nada podia acertar de olhos fechados. Caiu cansado, o velho baixote. Levantou a cabeça de olhos arregalados, parecia suplicar pela vida. De longe pronunciaram algumas palavras reconfortantes para  acalma-lo, tentavam manter um dialogo, porém o máximo que conseguiram fazer-lhe falar foram frases sem nexos, numa voz rouca, cansada e a expressão fria e desencorajada.
-- Eles vieram muitos! Por todos os lados, minha família... Devia tê-los ajudado..    Onde estão? -- pôs as mãos na cabeça, como quem quer esquecer um trauma inoportuno. -- disseram que viriam, mas... O que eu faço? ... O que... O que...
-- Diga-nos senhor, diga-nos quem lhe fez isto? Iremos ajuda-lo! -- falou a garota indignada com tal situação daquele homem.
            Ele não pode responder, alguns segundos bastaram, o homem teve um surto nervoso. Colocou as mãos no coração como quem tem um ataque cardíaco e ali mesmo ele faleceu nada eles puderam fazer para ajuda-lo.
CONTINUA...
  Escrito por:   

   Wilson P. Lobo 
RELEMBRANDO, este é apenas o primeiro episódio. Os outros serão postados na integra após o termino de Heart Attack, assim sucedendo.
Este foi colocado somente para mostrar-lhes um tantinho do que estamos preparando.
Aguardem... Está cada vez mais próximo a vinda da Fênix.
EM JULHO
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